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Embaixadora de boas ações: Luciana Almeida, novembro de 2018

Playing for Change: o projeto que usa a música para construir o futuro

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“A música tem o poder de conectar as pessoas, independentemente de suas diferenças.” Essa é a grande proposta da ONG Playing For Change. O projeto nasceu em 2005, depois de um pequeno grupo de produtores musicais acreditar no potencial da arte em prol do crescimento da sociedade. Presente em 11 países, atualmente, o projeto possui 15 programas de educação musical e artística para crianças de poucos recursos.

No Brasil, a sede fica no Cajuru, em Curitiba, um dos cinco bairros mais perigosos e violentos da capital, onde 45 crianças carentes, de 7 a 14 anos, se reúnem semanalmente. Além da cultura, os alunos desenvolvem cidadania, disciplina e técnicas de conhecimento diversas. “Em um contexto atual tão desigual no nosso país”, lembra Isabella Poiani, uma das responsáveis pela comunicação da ONG no Brasil, “é bom ver que ainda tem pessoas que acreditam, investem e patrocinam a esperança das crianças.” A seguir, a diretora da escola em Curitiba, Virgínia Maria Donato Martins, conta mais sobre o crescimento do projeto e os reflexos desse trabalho na sociedade.

 

Entrevista com Virgínia Maria Donato Martins, direta da Playing For Change em Curitiba

 

Quais são as atividades e os objetivos do projeto?
Virgínia Maria Donato Martins: Nosso maior objetivo é tirar essas crianças das ruas e da carência e mostrar que existe um mundo lá fora diferente do que eles conseguem enxergar na sua realidade. E, para isso, a gente oferece atividades extracurriculares que encantam e estimulam. Trouxemos para a sede do Brasil aulas de dança, percussão, inglês, educação ambiental e canto.

“Só quem vive diariamente com questões e projetos sociais sabe como pequenas atitudes conseguem transformar a vida das pessoas.”

Quais têm sido os resultados?
VMDM: Nós já estamos vendo os frutos desse trabalho. Percebemos que as crianças adoram estar aqui. As hortas plantadas e cuidadas pelas crianças nas atividades de educação ambiental servem a nós do projeto e também à comunidade da associação [de moradores da região], que pode colher as verduras no final de semana para o próprio consumo. Além do inglês, que se transformou em um dos carros-chefes: com a parceria do Rockfeller Language Center, nossas crianças recebem todo o material e conteúdo próprio da escola, o que traz uma vantagem grande para a educação deles e os estimula a continuar aprendendo.

Como as pessoas podem ajudar? Por qual razão elas deveriam abraçar a causa?
VMDM: É uma causa que interfere muito na sociedade. As crianças da comunidade estão imersas em uma realidade de muita violência e o problema de drogas é bastante grave. Muitas chegam com o reflexo desse cotidiano em suas personalidades, algumas bastante agressivas, outras sem muita perspectiva. Depois de conhecerem o projeto, essas características mudam e, consequentemente, o futuro delas também. Recebemos, ainda, doações de músicos que fornecem instrumentos. Só quem vive diariamente com questões e projetos sociais sabe como pequenas atitudes conseguem transformar a vida das pessoas. Temos várias oportunidades para as pessoas ajudarem. Em alguns eventos pontuais, nós contamos com a ajudas de voluntários para várias funções e atividades. Além disso, precisamos de renda para bancar os lanches que oferecemos para nossas crianças.

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