Quais cuidados os pais devem ter com seus filhos na internet - TOPVIEW

ALERTA! Quais cuidados os pais devem tomar ao deixar os filhos navegando pela internet

É preciso instruir as crianças sobre os abusos e os conteúdos impróprios expostos no meio virtual

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Que a internet é maravilhosa e proporciona muita coisa boa a gente já sabe. Agora, que as crianças correm sérios perigos tendo acesso a variados conteúdos impróprios e que aparecem mesmo sem serem procurados, é outra história – e uma história de terror!

As crianças de hoje – e até pouco tempo atrás – nasceram na era digital e, por isso, é impossível não querer a imersão delas nesse mundo virtual. Entretanto, é necessário entender que a pouca idade infantil estabelece riscos extremamente sérios quando não se é apresentado (principalmente pelo diálogo com os pais) os malefícios que ela é capaz de fazer.

Vocês já devem ter ouvido falar sobre o famoso caso do “Desafio da Baleia Azul”, aquele jogo criado na Rússia que fez mais de 100 vítimas de suicídio e foi muito tratado nos jornais e debates acadêmicos. Agora, o case que vem assustando pais e filhos é o retorno da boneca japonesa “Momo”, que começou no ano passado por meio de conversas pelo WhatsApp e hoje aparece em vídeos infantis, instruindo a criança a cometer suicídio e tomar atitudes agressivas – e caso isso não fosse feito, a Momo pegaria os pais ou até mesmo a pequena vítima durante a noite.

Por incitar o medo, o personagem afeta a vida como um todo dos pequenos – desde o aprendizado na escola até os momentos de descanso em casa. Vale ficar atento!

 

Essa boneca é representada pela figura de uma mulher de cabelos longos e negros, olhos grandes e sorriso largo – super assustadora. O grande problema é que, além de fazer jogo psicológico suicida contra as crianças, o algoritmo da Momo aparece em vídeos e jogos de forma aleatória, e o pior: está cada vez mais frequente nos vídeos infantis como os da Peppa Pig, Baby Shark e até nos tutoriais de como fazer slimes.

Para ficar atento aos perigos virtuais, confira os cuidados que os pais devem tomar ao deixar os filhos navegando pela internet!

Quais são os perigos da internet?

Segundo o educador Luciano Diniz – vencedor do Prêmio Personalidades TOPVIEW na categoria Educação Básica, “pela internet podemos fazer cursos gratuitos com professores de Harvard ou aprender a construir uma bomba. Pedir esse discernimento para uma criança é dar a ela uma tarefa muito além da sua capacidade”. Dessa forma, ele explica que cabe às famílias, com o apoio de outros educadores, cuidar, proteger, informar e preparar suas crianças e adolescentes a lidarem com as possibilidades boas e riscos das tecnologias.

O que devo fazer com os meus filhos quanto aos jogos e desafios online?

De acordo com a psicóloga Andressa Schmidt, tudo o que é visto pelas crianças tem uma relação de verdade de acordo com o nível de maturidade dela, ou seja, ela não sabe discernir que aquilo seja apenas um jogo enganoso.

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A tecnologia pode estar, sim, a favor das crianças!

“Nesse momento, o mais importante é saber o que falar para a criança e em qual idade. Os pequeninos, por já ter esse contato precipitado com a internet, é a linguagem muito simples do proibido, do que pode e o que não pode, do certo e do errado. A partir dos sete e oito anos de idade, eles já tem um entendimento e até uma maturidade em relação a esses conteúdos, então a conversa tem que ser uma forma mais direta e objetiva, falando – sim – dos perigos que a gente pode encontrar na internet e até dividir casos”, explica a psicóloga, que vê o diálogo como um dos pilares que têm que existir entre as famílias.

Com uma base sólida e fortalecida, os adolescentes vão poder fazer suas milhares de perguntas diretamente aos pais e, assim, não procurar por respostas de modos errôneos!

Devo isolar meus filhos do mundo digital?

A tecnologia está cada vez mais presente na vida das pessoas e quanto a isso, é impossível voltar atrás. Portanto, deixar as crianças longe desse mundo não tem muito sentido, até porque as grandes escolas incentivam e trabalham com a informática e pedem pesquisas feitas em casa. O que se deve ter atenção é na idade em que se apresenta os filhos ao mundo virtual.

“A idade vai variar de acordo com o conteúdo que vai ser apresentado às crianças, e esse contato deve ser feito de forma gradativa, respeitando a idade e a maturidade do seu filho. Não existe uma cartilha, mas o bom senso tem que ser utilizado e, principalmente, cuidar com o tempo de uso”, explica Andressa.

O educador Luciano Diniz conta que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, para crianças de até 2 anos não é sugerido o uso de telas digitais. Para crianças de 2 a 5 anos, apenas uma hora diária, com a supervisão de um adulto. Mesmo para adolescentes, não se recomenda total liberdade no tempo ou nos conteúdos. É preciso ficar de olho!

Qual o primeiro passo devo tomar para cuidar dos meus filhos na internet?

É impossível não emergir as crianças que nasceram na era digital no próprio mundo conectado. Entretanto, “o cuidado, o controle e a fiscalização dos conteúdos que as crianças têm acesso, eu acredito que seja a principal arma”, afirma a psicóloga. Por isso, a importância de fazer uma fiscalização diária não somente pelo computador, mas nos fones de ouvidos, celulares e tablets.

Qual o papel da escola em toda essa problematização?

Além do diálogo entre pais e filhos e a divulgação dos cibercrimes pela internet, a escola também pode ajudar a facilitar a solução do problema. Andressa afirma que esse tipo de conversa já pode ser discutido dentro das escolas, que é um lugar que ajuda a complementar a relação entre os entes da família.

Falando em escola…

Confira as dicas de adaptação para as crianças em uma nova escola

“Devemos contar com o apoio da escola e de bons educadores, mas não há como terceirizar essa árdua tarefa, que precisa ser desempenhada todos os dias, por muitos anos”, finaliza o educador Luciano Diniz.

De mãe para mãe – com Cintia Malaquias

Nesse período de tantos bombardeios online, uma opinião de mãe – ou pai-  pode ajudar diretamente no modo de agir e tomar controle da situação perante nossos próprios filhos, né? A nossa embaixadora Cintia Malaquias conta um pouco mais sobre a situação que enfrenta com os filhos no mundo virtual, confira!

TOPVIEW: Como você faz para monitorar o conteúdo que seus filhos vêem na internet?

 

Cintia Malaquias: Então, este é um grande problema para nós, pais e mães no mundo atual. A correria do dia a dia e as diversas atividades não nos permite estar tão presente às vezes como  queremos. Em primeiro lugar, utilizamos da boa e velha conversa, contando exemplos de coisas ruins que podem acontecer e que já aconteceram por conta de um uso inadequado da internet, não só com as crianças mas também com nossos colaboradores, que nos ajudam no cuidado com os filhos. Além disso, bloqueamos alguns meios para a faixa etária e sempre verificando os históricos deles.

 

TV: Como você debate as questões virtuais com os filhos?

 

CM: Como tenho 4 filhos em idades diferentes, cada um está exposto a um risco na internet. No caso do Francisco, que tem 9 anos, o Momo vem sendo nosso assunto atual – já havíamos falado disso há um tempo, mas com essa onda de alertas voltamos a falar este final de semana, por exemplo. Falo abertamente sobre como as pessoas maldosas utilizam deste meio para destruir vidas, crianças e famílias. Difícil é quando a pergunta deles é: “Por que fazem isso?”. Até para nós adultos é difícil entender.

 

TV: Qual recado você dá para os pais de crianças sobre esse episódio?

 

CM: Cabe a nós, pais, compartilharmos uns com os outros informações e fazermos uma força tarefa contra tudo isso. Não podemos deixar nossas crianças à mercê desses malucos. Penso sim que, neste primeiro momento, temos que proibir, mas explicar que há um perigo, um porquê e achar alternativas de entretenimento. Nosso maior bem precisa que estejamos alerta!

 

E se você receber ameaças pela internet, denuncie! O primeiro passo é coletar as provas, registrá-las em cartório e fazer a denúncia na delegacia de crimes cibernéticos da sua cidade – em Curitiba, a responsável é o NUCIBER

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