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Mamãe fitness? Conheça os benefícios do exercício físico durante a gravidez

Foi-se o tempo em que treinar durante a gestação era algo proibido. Dois profissionais da Companhia Athletica Curitiba dão as dicas sobre exercícios físicos e grávidas

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Durante a gravidez, muitas mães, além de ficarem atentas aos cuidados com o filho, não deixam de se preocupar com a própria saúde física – hábito cada vez mais frequente (e ainda bem!). As esportistas têm medo de perder o condicionamento, já as mais sedentárias receiam ficar com o corpo muito diferente após o nascimento do bebê. O personal trainer Daniel Latski e a triatleta Luca Glaser, ambos profissionais da Companhia Athletica Curitiba, dão dicas de como manter (ou não) o exercício físico durante a gravidez.

Grávidas podem treinar?

Quando soube da gravidez, a triatleta Luca também descobriu no consultório médico que poderia continuar a treinar, porém, com certos cuidados. A atleta, que está na 28ª semana da gestação, conta que não deixou de praticar exercícios. “Estou fazendo bastante spinning, musculação, natação e estou adorando as aulas de yoga!”.

O personal trainer Daniel Latski, que já elaborou o treino de dezenas de grávidas, conta que a cada ano que passa é mais comum ver gestantes praticando atividade física nos parques e também nas academias. “Há muito tempo foi quebrado o tabu de que o mais indicado é o repouso. A manutenção da vida ativa faz uma gestação e um bebê mais saudáveis”, afirma.

De acordo com ele, o yoga, praticado por Luca, é uma ótima atividade para as mamães, pois aumenta a flexibilidade, a consciência corporal, o domínio respiratório e auxilia no controle emocional com a meditação. O profissional ainda recomenda pilates, alongamento, caminhada, natação, hidroginástica e musculação – uma das melhores atividades para gestantes. “A musculação é prescrita individualmente, levando em consideração as limitações e aptidões. Proporciona a manutenção ou até mesmo o aumento da massa muscular, melhora da postura, controle da glicemia, aumento da consciência corporal, entre outros benefícios”, explica.

Mas também existem riscos, pois o corpo da mãe sofre uma série de mudanças ao longo da gestação. Daniel conta que até a maneira de caminhar é alterada, resultado de uma compensação postural para reequilibrar o centro de gravidade do corpo, que agora tem o abdômen projetado para frente. “O aumento da massa corporal e toda essa mudança na postura resulta em uma maior sobrecarga nos joelhos. Trabalhar o aumento da massa muscular em membros inferiores e a flexibilidade minimiza grande parte dos riscos de lesão. Assim como evitar atividades de muito impacto ou caminhadas de longa duração”, esclarece.

Segundo o personal trainer, caso a gestante tenha um descolamento ou rompimento precoce de placenta ou aumento excessivo da pressão arterial, é recomendada a suspensão das atividades, pois o exercício pode agravar o quadro, podendo prejudicar o bebê e a mãe. Por isso, fazer um acompanhamento médico regular é essencial.

“Desde 2010, em Curitiba, a apresentação de atestado médico para a prática de exercícios em academias é lei. Porém no caso das gestantes, muito mais do que uma obrigação, é essencial que elas conversem com o médico responsável antes do início das atividades para uma avaliação mais detalhada, evitando riscos”, salienta o profissional.

E depois do parto?

O que determina o tempo que a mulher deve ficar sem a prática de exercícios físicos é o tipo de parto realizado. “Após um parto normal, em 15 dias a mulher já pode retornar às atividades, utilizando cargas mais leves. Depois de 30 dias, ela poderá fazer normalmente seus exercícios de costume. Se for um parto cesárea, o retorno é um pouco mais lento e atividades leves só poderão ser realizadas a partir de 30 a 45 dias após a cirurgia”, relata Daniel Iatski.

Apesar de saber que a recuperação do parto natural é muito mais rápida, Luca Glaser acredita que não voltará aos treinos antes de completar 60 dias do nascimento da filha. “Não estou querendo criar muita expectativa para não me frustrar, mas gostaria de competir ainda no segundo semestre de 2018 e tomara que a Maya me ajude!”.

De acordo com o personal trainer, vale lembrar que no pós-parto a musculatura abdominal da mãe demora a se realocar e a voltar a ter funções de contração normais. “Deve ser feito um trabalho de fortalecimento da musculatura estabilizadora, evitando a diástase, bem comum em mulheres que acabaram de ter bebê, que muitas vezes passam o resto da vida com aquela ‘barriguinha’, sem saber que tem solução”, comenta.

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