Diversidade na passarela: corpos reais nos desfiles em 2019 - TOPVIEW

Diversidade nas passarelas: corpos reais fizeram parte dos desfiles em 2019

Corpos reais estão cada vez mais presentes no cat walk

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A questão da diversidade na passarela tem sido muito trabalhada pela moda, que está em constante movimento. As passarelas de Nova York trouxeram o impactante desfile da Chromat, no qual mulheres de todas as diversidades usaram uma camiseta com o escrito “Size Sample” como uma forma de protesto ao tamanho padrão dos desfiles.

Muitas brands têm trazido a diversidade para as passarelas de todas as formas, mas ainda não é o bastante para nivelar o movimento. Acredito que ainda levará alguns anos para que tenha, de fato, diversidade sem julgamentos. Isso porque as pessoas ainda não entendem as diferenças. Algumas marcas estão apostando em um nicho específico, no qual os grupos incluem corpos maiores e também petit . A Levis criou a linha curvy e também numeração especial para as pessoas mais altas, assim, não precisam fazer barra.

Na verdade, todos os corpos são diferentes e as roupas, muitas vezes, precisam de ajustes exatamente por sermos diferentes. Essa é a beleza. As pessoas precisam entender e acreditar mais em si mesmas, encontrando seu encanto e, assim, poderão ser mais felizes com seus corpos. Achei muito legal uma frase que escutei: “quando uma mulher se empodera, ela energeticamente libera todas as demais.”

Quem é craque em empoderar mulheres é a ativista e modelo Ashley Graham que, inclusive, desfilou gravidíssima para a Tommy nessa última temporada, além de ter estampado a capa da Vogue deste mês. Falamos mais de corpos femininos porque a estética sempre foi mais cruel com as mulheres, mas os homens também estão mudando os padrões. Um grande adepto de diversidade na passarela desde que iniciou sua marca foi o Emicida, que trouxe casting real para que as pessoas de fato se identifiquem. Daqui uns anos, isso não será mais assunto e, sim, realidade nas marcas.

Um grande exemplo é a Victoria’s Secret, que precisou se adaptar porque estava perdendo mercado e posicionamento por não aderir à diversidade e realidade dos corpos femininos.

*Coluna originalmente publicada na edição 231 da revista TOPVIEW.

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