Conversamos com Groovy Loff, a cantora curitibana "de outro mundo"

Conversamos com Groovy Loff, a cantora curitibana “de outro mundo”

Sob cuidados dos mesmos produtores de Cleo Pires, saiba o que pensa a artista supernova

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Groovy Loff Entrevistamos a cantora curitibana de outro mundo

A artista supernova Groovy Loff tem criatividade e fôlego para se tornar uma grande estrela. Com “Story About George” como trilha sonora da SPFWN45 e o recém-lançado clipe “Do You Know Brasil“, a cantora curitibana vive entre o mundo alternativo e o pop. Nós conversamos com Carolina, a garota por trás da personagem, descobrimos todos os planos futuros para a L-O-F-F e viajamos para sua estética setentista.

Enquanto lê a entrevista, que tal já conhecer o trabalho dela?

Quem é Groovy Loff

TOPVIEW: Como nasceu a Groovy? De onde surgiu essa artista com pegada alternativa?

Começou muito cedo. Quando eu era muito nova, minha avó tinha uma agência de modelos em Brasília que fazia muitos desfiles conceituais. Eu cresci assistindo aos VHS desses desfiles e lembro que tinha um desfile em específico no qual os modelos vestiam uma roupa prateada ao som de uma música que, com cinco anos, eu chamava de “Música do Robô”. Eu adora e acabou que minha avó me deu esse disco, o meu primeiro disco. Era o disco “The Man-Machine” do Kraftwerk, os caras que inventaram a música eletrônica, e o nome da música era “The Robots” (risos). Aí começou essa jornada de moda, música e arte. Na adolescência, passei por diversos estilos que eu amo e escuto todos até hoje, como o punk rock. Isso foi essencial para me tornar a artista que eu sou. A música começou porque eu sempre escrevi. Como eu via que as pessoas não liam muito hoje em dia, falei “Quer saber? Eu vou transformar isso em música”. E junto com Guto Guerra, meu produtor maravilhoso, a gente conseguiu fazer um trabalho super legal e orgânico. Estou super fucking satisfeita.

“A fé te leva a ter disciplina e a disciplina te faz sacrificar coisas por amor.”

TV: Em quais artistas você se inspira?

Cara, geralmente essa inspiração nunca vem de algum artista específico. Se você busca essa inspiração é muito difícil que sua criação fique autêntica. A capa do álbum é um autorretrato, não sou fotografada, é parte do meu trabalho. Tudo isso vem de fatores transitórios, de fora da moda ou de fora da música que a gente consegue juntar em um visual só. Tudo que eu faço acaba vindo do que eu escrevo, tento voltar nisso para um resultado mais autêntico. O clipe em si [Do You Know Brazil] tem uma inspiração muito forte em um filme que eu adoro dos anos 70: Barbarella”, uma mulher do espaço com uma missão – assim como eu no clipe. A parte de roteiro e de estética acaba sendo do espaço. Eu gosto muito de falar que a personagem Groovy Loff é a visão dos anos 70 do que seria o futuro, era aquela coisa mais arredondada e carros voando. Essa é a Groovy Loff!

TV: Como é produzir música alternativa no cenário brasileiro nacional? 

É muito louco, porque a minha música para o público alternativo é pop e para o pop é alternativo (risos). E eu gosto de estar nesse meio termo, porque ao mesmo tempo eu tenho a opção de fazer show em night clubs ou em lugares de show pop. Optei por ter esses dois formatos. Então classificaria minha música como um eletro-pop. “Story About George” e “Arrogance Thrill” vão para um lado mais underground, mais música eletrônica, e “Do You Know Brazil” e “O.I.A.” vão para um lado mais pop. Vou ser bem sincera, o cenário brasileiro tem muita gente talentosa. É absurdo.

TV: Qual a principal dificuldade ao começar? E uma dica para quem está neste processo.

A dificuldade é a fé, vou ser bem cute nesse sentido. Acho que quando a gente encontra uma coisa que ama fazer, não tem como desistir. É aquela coisa de morrer tentando. Eu consegui encontrar na música uma coisa que eu amava e que eu tenho a técnica para fazer, só na moda e na escrita eu não conseguiria fazer isso. Todas as coisas que eu faço são totalmente autorais, não consigo terceirizar as letras e nada. Não vai ser fácil. As pessoas serão cruéis e você vai levar muito não na cara. Os que acham que podem são os que vencem no fim das contas. Independente de gravadora, as pessoas que escutam minha música adoram e compartilham. Isso é a coisa mais gostosa do universo. Para quem quer começar, minha dica é: não leve em consideração a opinião de quem não está no lugar que você quer chegar. A fé te leva a ter disciplina e a disciplina te faz sacrificar coisas por amor. Gosto de falar que não é um sonho, é uma meta.

TV: E em “Você conhece o Brasil”? Qual é a real mensagem do clipe e da música?

Então, todas minhas músicas eram histórias curtas sobre homens ou minha vida amorosa. “Do You Know Brazil” foi a primeira música que escrevi, eu estava morando no Rio na época. Eu recebia muita mensagem de gringo me perguntando de onde eu era e não é correto falar “Você conhece o Brasil?”, porque ele claramente falaria “É claro que eu conheço o Brasil”. Soava como “De que planeta você é?”, como eu sempre atraí esses homens de forma mais sexual, comecei a achar muito engraçadas todas essas mensagens desses gringos ‘loque’ que queriam me levar para as Arábias. Eu respondia isso porque eles geralmente não eram muito educados, mesmo assim eles não ficavam irritados. É uma mistura, porque quando eu era mais jovem e ia em encontros, eu não voltava a sair com o cara se a música que tocava no carro era ruim. Por isso a frase, “o encontro foi ótimo, mas a música era horrível no carro dele”. É uma sátira ao amor dos dias de hoje, o amor líquido.

TV: Sendo bem futurista, o que podemos esperar do futuro da Groovy Loff?

A minha ideia é gravar um álbum completo, fazer turnê no Brasil e fora do país. Agora tenho dois clipes engatilhados, vamos com tudo!

Conhece o Brasil?

Enquanto não vem o álbum completo, se jogue no clipe da música “Do You Know Brazil”, dirigido e roteirizado por Uliane Tatit.

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