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#Beach: como cuidar da pele, da saúde e dos cabelos na praia

A praia é destino certo para grande parte das pessoas nas estações mais quentes do ano, afinal, não há nada melhor do que um dia de sol, areia e mar. No entanto, a exposição constante à radiação solar, ao calor, ao vento e à água salgada podem impactar significativamente o organismo, sendo importante então adotar alguns cuidados para que a diversão não se torne um pesadelo. Confira abaixo algumas dicas para proteger a saúde, a pele e os cabelos na praia

7 dicas para cuidar da saúde na praia

Mantenha-se hidratado

A hidratação do organismo é um dos cuidados mais importantes para aproveitar um dia na praia sem complicações. “A exposição prolongada ao sol pode desencadear a desidratação, com consequente aumento da frequência cardíaca e redução da pressão arterial.

E não só o sol, mas também a água salgada do mar, se ingerida durante o mergulho, pode favorecer a desidratação, pois, por osmose, puxa a água do sangue por conter menos cloreto de sódio que a água do mar”, explica a médica nefrologista Dra. Caroline Reigada, especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, que alerta também que o consumo de álcool deve ser evitado, pois, por estimular a diurese, também favorece a desidratação, principalmente quando combinado à exposição solar.

“Para se manter hidratado, o melhor é consumir água engarrafada ou mineral. Mas o cuidado pode ser complementado com outros líquidos como sucos e chás, além de alimentos como frutas e vegetais”, aconselha a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Atenção ao que você come

Na praia, vale a pena redobrar a atenção com a qualidade dos alimentos para prevenir uma possível intoxicação alimentar.

“Alimentos de composição e procedência desconhecidas, preparados fora das normas básicas de higiene e mal embalados ou acondicionados, possuem risco de contaminação, principalmente na praia, já que as altas temperaturas favorecerem as contaminações, então todo o cuidado é bem-vindo. Na dúvida, o melhor é optar por alimentos industrializados, embalados, dentro da validade e bem armazenados”, diz a Dra Marcella Garcez.

Além disso, é importante evitar alimentos ricos em sal e açúcar, que podem acelerar a desidratação do organismo.

“Refeições muito elaboradas, com grandes quantidades de gorduras e condimentos, também devem ser evitadas, pois podem causar disfunções digestivas, que são agravadas em dias de calor”, diz a médica nutróloga, que recomenda que, na praia, a alimentação seja leve e fresca.

Mas cuidado com as frutas cítricas: “alimentos como limão, laranja e caju contêm fitoácidos na casca que, quando em contato com a pele exposta ao sol, podem causar queimaduras e manchas, o que é chamado de fitofotodermatose. Então cuidado ao manusear esses alimentos”, alerta a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Hidrate a pele

A hidratação tópica também deve ser reforçada após um dia na praia, pois ficamos mais expostos a fatores climáticos como o vento, o sol e o calor que podem favorecer o ressecamento da pele. Logo, após um dia na praia, aposte no uso de produtos formulados com ativos que reestabeleçam as defesas naturais do tecido cutâneo e que possuam ação calmante e um sistema antioxidante avançado.

“Um dos ingredientes clássicos para recuperação da pele é a Vitamina E, que tem ação antioxidante, imunoprotetora e hidratante, além de possuir efeito calmante e suavizante”, diz a Dra Paola Pomerantzeff.

Caso sua pele não esteja excessivamente sensibilizada devido ao sol, é interessante também realizar uma esfoliação da pele antes da hidratação para recuperar o brilho e o viço perdidos devido à exposição à radiação UV, o que pode ser feito com produtos como o Esfoliante Facial Tribeca, da B.URB, capaz de remover impurezas e células mortas da pele, desobstruindo os poros e ajudando na renovação celular.

Não se esqueça da fotoproteção

Na praia, a fotoproteção da pele é indispensável. “O protetor solar deve ter fator de proteção solar (FPS) de, no mínimo, 30. Além disso, procure produtos próprios para o seu tipo de pele. As opções são inúmeras. Existem produtos específicos para a pele oleosa, seca, sensível, com cor e sem cor e por aí vai. O dermatologista é o profissional capacitado para avaliar suas necessidades e seu tipo de pele para indicar o melhor protetor solar para você”, recomenda a Dra. Cintia Guedes, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Uma excelente opção de produto para utilizar na praia é, por exemplo, o protetor solar Bonelli Solare, da Be Belle, que possui FPS 30 e PPD 13,4 para oferecer alta proteção contra a radiação UVA e UVB, além de conferir ação hidratante, antioxidante e rejuvenescedora. Mas lembre-se que não basta aplicar o fotoprotetor apenas uma vez.

“O protetor solar deve ser reaplicado no máximo a cada 3 horas, mas, caso você entre em contato com a água ou transpire excessivamente, o ideal é que o produto seja reaplicado antes desse período”, afirma a médica.

Cuide também dos cabelos

Não é só a pele que sofre após um dia na praia. “O sal do mar, assim como os produtos usados para manter a qualidade da água nas piscinas, causa ressecamento dos fios, o que fica ainda mais intenso durante o verão devido à exposição ao calor, à baixa umidade, ao vento e à radiação UVA e UVB, que contribuem ainda mais para o ressecamento. Além disso, quando somos expostos a esses agressores, a cutícula dos fios é danificada, o que faz com que os cabelos fiquem mais vulneráveis e percam proteínas, resultando em fios frágeis, quebradiços e ressecados”, diz a Dra Cintia Guedes.

Para evitar esses danos, é importante, por exemplo, usar protetor solar próprio para os cabelos de formar a evitar os danos causados pela radiação solar. “Além disso, esses produtos formam uma película de proteção ao redor dos fios, mantendo-os hidratados”, afirma a especialista. Procure também molhar os fios com água doce antes de entrar no mar.

“As cutículas dos cabelos se abrem e ficam encharcadas de água, sem deixar espaço para que o sal do mar ou os produtos das piscinas entrem nos fios, o que contribui para a manutenção da cor dos cabelos. Já no final do dia, invista na hidratação” recomenda a médica, que ainda aconselha, se possível, fazer um tratamento nos cabelos antes das férias. “Atualmente contamos com um tratamento médico próprio para a reposição e manutenção das proteínas nos fios. Se os cabelos estão saudáveis antes da exposição, os danos serão menores”, completa a Dra Cintia Guedes.

Cuidado com a areia

Na praia, é importante redobrar o cuidado com a higienização e evitar o contato com a areia, principalmente em lugares muito sujos e caso você esteja com machucados abertos, para prevenir a contaminação por microrganismos, como a bactéria causadora da erisipela.

“Afetando geralmente as pernas, a erisipela é uma infecção da gordura que existe entre a pele e o músculo. A bactéria causadora da infecção penetra no organismo pelo que chamamos de portas de entrada, que são rupturas da pele, como arranhões, machucados, frieiras e unhas encravadas. Se a imunidade estiver baixa, a bactéria consegue se proliferar, gerando vermelhidão, calor, sensação de febre, dor e inchaço na região afetada, além de bolhas em casos mais graves”, explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

Atente-se à temperatura

Ir à praia em dias muito quentes pode ser um problema para pessoas que sofrem com certas condições de saúde. “O calor e a exposição prolongada ao sol podem elevar a temperatura corporal, provocando uma dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode causar redução da pressão arterial”, diz a Dra Caroline Reigada. Quem sofre com varizes também deve se atentar à temperatura.

“A vasodilatação sanguínea por conta do calor pode favorecer o inchaço das pernas, que, se não for controlado e permanecer por longos períodos de tempos, pode piorar as varizes em pessoas que já sofrem com o problema”, alerta a Dra Aline Lamaita. A vasodilatação gerada pelo calor também é um problema para quem sofre com rosácea.

“A rosácea é uma doença inflamatória e crônica caracterizada pelo aumento do número de vasinhos na pele, gerando vermelhidão. Logo, quem sofre com o problema deve evitar a exposição ao sol e ao calor, que pode piorar severamente o quadro de vermelhidão”, completa a Dra Paola Pomerantzeff. Nesses casos, o ideal é evitar ir à praia nos horários mais quentes do dia e, se for, permanecer na sombra e locais mais frescos.

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