Papo final: Leide Albergoni - TOPVIEW

Papo final: Leide Albergoni

Em entrevista à TOPVIEW, a profissional também revela que gostaria de ser uma cientista da NASA se não fosse professora

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Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Paraná (2004), Leide Albergoni é mestre em Política Científica e Tecnológica pela Unicamp (2006) e especialista em Educação a Distância na UnB (2008). Albergoni é autora de livros de economia e finanças, entre eles Introdução à Economia: Aplicações no Cotidiano, e professora do ensino superior desde 2006, na Universidade Positivo. Em entrevista à TOPVIEW, a profissional também revela que gostaria de ser uma cientista da NASA se não fosse professora.

Uma curiosidade sobre você?
Eu adoro fazer trabalhos manuais como crochê e tricô. Aprendi a tricotar antes de aprender a escrever e na adolescência fazia muitas coisas. Como adorava ler também, achei um jeito de fazer tricô e ler ao mesmo tempo, colocando o livro no colo com dois pesos em cada página para segurar.

Como você avalia o cenário urbanístico de Curitiba atualmente?
Eu gosto muito de viver em Curitiba, pois o planejamento urbano cria um ambiente equilibrado em termos de tipos de estabelecimentos e dimensão das construções. O trânsito também é bem organizado, embora a tendência seja piorar cada vez mais em função do aumento de veículos nas ruas. Porém, acho que os espaços públicos são pouco planejados para crianças menores de 5 anos. Não se vê playground pequeno e colorido nas praças, a exemplo do que há em cidades pequenas. Não é caro e ocupa pouco espaço, então por que não fazer?

Defina sua profissão em uma frase.
Eu sou professora, mas atuo desde o início do magistério na gestão acadêmica. Então me considero mais uma gestora acadêmica do que professora. Nesse sentido, a frase que eu usaria seria “organizar processos para melhorar a qualidade do ensino superior”.

Algo inusitado que recomenda que todos façam uma vez na vida?
Fazer uma tarefa bem braçal, como pintar um cômodo, para ver quão difícil é, e aprender a valorizar o trabalho alheio.

Se não fosse você, quem gostaria de ser?
Gostaria de ser uma cientista da NASA. Sou apaixonada pela ciência e engenharia, e acho que a NASA reúne ambos.

Qual a primeira coisa que gostaria de fazer no pós-pandemia?
Levar minha filha de 3 anos e meio para passear em todos os lugares que ela queria ir.

Quem a inspira atualmente?
Minha filha, com sua curiosidade pelo mundo, os olhos apurados para ver o colorido das coisas e a brincadeira em todas as situações.

Atitude mais admirável que testemunhou recentemente?
Para mim a atitude coletiva dos profissionais de saúde enfrentando os riscos da COVID. Com certeza têm seus medos e inseguranças como todos nós, mas não fugiram da carreira que escolheram no momento que a sociedade mais precisa deles.

Uma lembrança da infância?
Uma coisa que me lembro e que se perdeu na sociedade é a interação das crianças na rua. Ficávamos brincando de bets, vôlei, pega-pega, esconde-esconde, e outras brincadeiras na rua, sendo que entrávamos no quintal dos vizinhos para nos esconder, fugir do pega-pega ou pegar a bola.

Último presente que se deu?
Um bolo de morango com chocolate… Não costumo comer muito bolo, mas ganhei este bolo em meu aniversário e adorei. Então, em um momento de bastante tensão e cansaço físico, comprei novamente o bolo para me presentear.

Se o dia tivesse 27 horas, como usaria essas três horas extras?
Passar mais tempo com minha família e, especialmente, interagir e brincar mais com minha filha. Na rotina normal, acabamos passando pouco tempo juntos, sendo que a atenção é dividida com os afazeres domésticos diários e, eventualmente, emergências de trabalho.

Uma mudança importante na sua personalidade no último ano?
Creio que paciência. Sou bastante acelerada no trabalho e quero que as coisas andem rápido. Mas o tempo institucional é diferente do tempo pessoal, há diversos elementos a se considerar e articulações a se fazer antes de tomar decisões. Então acho que finalmente aprendi a ser mais paciente e lidar com o tempo da organização.

Como você descreveria para uma pessoa do futuro o período que estamos vivendo hoje?
Uma tragédia muito complexa, de difícil solução, que resultou na intensificação da sociedade digital, mas, ao mesmo tempo, na valorização dos momentos de convivência. Depois do COVID, todos precisaram se reinventar, sendo que os negócios, educação e relações sociais intensificaram a mediação digital. A distância física deixou de ser barreira e as pessoas descobriram a proximidade que os recursos digitais trazem. Por outro lado, passaram a valorizar mais a interação pessoal e convivência nos espaços físicos.

*Matéria originalmente publicada na edição #238 da revista TOPVIEW.

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