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Todo mundo pode ter seu James

Da Califórnia a Curitiba, o James Delivery nasceu de uma ideia inusitada e transformou o conceito de serviço de entrega

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Lucas Ceschin, 27 anos, não podia imaginar que logo depois de cursar uma pós-graduação em Finanças na Universidade de Berkeley, no Vale do Silício (Califórnia), voltaria ao Brasil com três sócios e uma ideia ousada de negócio. Lucas era amigo de Juliano Hauer, que por sua vez era amigo de infância de Ivo Roveda, que por fim era amigo de Eduardo Petrelli. Apesar de nem todos se conhecerem previamente, foi na Califórnia que passaram a ser amigos – e voltaram como sócios.

Ainda em Berkeley, certo dia eles resolveram cozinhar em casa e, em algum momento, alguém percebeu que faltavam dois ingredientes básicos para a receita. “Lá tudo é muito longe e você precisa sair de transporte público ou de carro para ir a qualquer lugar”, lembra Ceschin. Foi quando pensaram: “O serviço de delivery não poderia entregar coisas que precisamos em casa e não apenas comida?”. Esse foi o embrião do App James Delivery, em referência ao mordomo. Depois de seis meses estruturando o projeto, os sócios começaram a operar oficialmente em maio de 2016, em Curitiba. Em abril de 2017, expandiram o negócio para Balneário Camboriú (SC) e a previsão é chegar a São Paulo (SP) em agosto deste ano.

O grande trunfo do negócio e seu maior diferencial em comparação aos demais serviços de entrega em domicílio é que este é o delivery particular do cliente. Pelo aplicativo, é possível escolher um estabelecimento parceiro de uma lista que inclui não apenas restaurantes, mas também farmácias, supermercados, livrarias, padarias, entre outros.

A comida ainda é a mais forte em número de pedidos, mas alguns são inusitados. “Já entregamos livros, churrasqueiras portáteis, remédios, bolinhas de tênis”, conta Ceschin. “São realmente muitos produtos diferentes que não imaginávamos quando começamos.” É um pouco como o empreendedor vê o cenário gastronômico de Curitiba: vibrante e com uma crescente proposta criativa. “É um mercado muito exigente, mas se trabalhado com excelência, os clientes são os mais fiéis”, garante.

Os sócios:
Eduardo Petrelli, 25, formado em Engenharia de Produção pela PUCPR.
Ivo A. Roveda, 26, formado em Engenharia de Produção pela FAE.
Juliano Hauer, 27, formado em Administração de Empresas pela UP.
Lucas Ceschin, 27, formado em Direito pelo UniCuritiba.

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