Coluna Ana Clara Garmendia, abril de 2018 - TOPVIEW

Coluna Ana Clara Garmendia, abril de 2018

AMEMOS JÁ!

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A temporada de desfiles para o outono/inverno 2018/19 foi meio morna ou chocha. Isso mesmo. Palavrinha feia para explicar o que se passa. Faltam ideias novas, mas sempre tem aqueles momentinhos memoráveis a que a gente ama dar um destaque. Simbora ver quais são eles! Amo ternos e a sua volta servirá como apoio elegante para o dia a dia. Use sem nenhuma restrição e saiba: as it girls todas já o fazem com tênis, agora em versões vovô, como os modelos Archlight da Louis Vuitton, que chegam para desbancar os modelos meia da Balenciaga, vede- tes da temporada passada e bem mais discretos. Eu amei a coleção da Chloé 2, que, se não é nova, ainda assim é linda, com seus vestidos marrons longos com profundos decotes em V, meus preferidos junto aos de veludo-periguete-rosa-choque da Balenciaga 1, minha marca preferida. Te explico. A grife tem reproduzido de forma luxuosa o que o povo das ruas usa. E eu sou da corrente que acredita que, em prêt-à-porter, tudo sai e volta para as ruas. Seu diretor artístico, Demna Gvasalia, faz uma apropriação genial do banal, mistura referências históricas de shapes da época de Cristóbal com recortes tridimensionais em casacos magníficos de alfaiataria (de novo ela) e ainda casa com uma campanha de ajuda ao Programa Mundial de Combate à Fome. Além de a marca doar € 250 mil à causa, 10% das vendas das t-shirts e outros acessórios da coleção irão para o programa. É o melhor da temporada. Tirar do luxo a ajuda para quem não tem o mínimo é correto e deveria ser copiado por outras marcas. Uma moda boa para pegar. E o meu “olha ele!” é para a Maison Martin Margiela, com o gênio recuperado John Galliano. Ele está mais afiado do que nunca com seus tecidos tecnológicos, que brilham ainda mais com os flashs das câmeras 3, e uma estética também baseada no street real. Já podia encerrar por aqui este texto, mas ainda quero falar da morte de Hubert de Givenchy, no dia 10 de março passado, aos 91 anos. Ele foi o mestre da elegância e, se você quer ter algo que vai voltar à tona logo, olhe imagens das suas maiores criações via Audrey Hepburn e Jackie Kennedy. Vai no Google e se joga. Vem muita referência por aí.

Meu luto por #MARIELLEFRANCO.

Bisous.

*Matéria publicada originalmente na edição 210 da revista TOPVIEW

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