A cura que vem da aromaterapia

Saiba mais sobre o tratamento baseado nas propriedades medicinais de óleos aromáticos

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O olfato é um sentido muito mais poderoso do que a maioria das pessoas imagina. Os outros sentidos passam primeiro pela estrutura cerebral do tálamo, que então transmite seus sinais para o restante do cérebro. O olfato, porém, conecta-se diretamente com o sistema responsável pelas emoções e reações emocionais, como choro, frequência cardíaca e temperatura corporal.

Logo, de acordo com a fitoterapia, que estuda plantas medicinais, os estímulos olfativos corretos, por meio do aroma de certas plantas, são capazes de ajudar na regulação corporal e emocional das pessoas. Essa é a base da aromaterapia, tratamento cujos estudos datam da Antiguidade, nas mais diversas civilizações, dos chineses aos romanos. A partir das respostas fisiológicas causadas por diferentes óleos essenciais extraídos de plantas e flores, tanto pelo seu aroma quanto pela sua aplicação na pele, procura-se melhorar a saúde física e emocional dos pacientes. Além dos óleos essenciais puros, que podem ser aplicados em massagens, a aromaterapia utiliza também aromatizadores em spray, vaporizadores, lamparinas aromáticas e outros materiais para conseguir diferentes efeitos. É possível, também, a partir dos óleos, fazer incensos ou até utilizar varetas para difundir o aroma no ambiente por um tempo mais longo.

“Alguns óleos essenciais têm propriedades antissépticas, anti-inflamatórias e antibacterianas. Outros têm propriedades expectorantes, calmantes ou estimulantes. Dessa forma, os benefícios para a saúde são enormes”, explica Adriana Fangmann, da loja de produtos naturais curitibana Extraordinários Luxo Natural e Ciências Holísticas. Formada em biologia e estudiosa de plantas medicinais, ela enumera uma ampla variedade de propriedades dos óleos essenciais, que vão desde o aumento da circulação sanguínea até o equilíbrio das emoções.

Embora ainda sofra certo preconceito por parte da medicina tradicional, a aromaterapia é reconhecida no meio da naturopatia e pela Associação Brasileira de Medicina Complementar (ABMC). Mayra Corrêa e Castro, especialista em aromatologia científica pelo Instituto Brasileiro de Aromatologia e fundadora da Casa Máy, que oferece cursos relacionados a aromaterapia e vida natural, afirma que, além de tratar problemas mais cotidianos, a aromaterapia pode, quando praticada em conjunto com a medicina tradicional, servir inclusive como tratamento complementar para doenças neurodegenerativas, como o câncer, ao diminuir a ansiedade e o mal-estar. Isso se deve ao fato de a aromaterapia diminuir a ansiedade e o mal-estar dos pacientes diante do diagnóstico e do tratamento, os quais podem intensificar os sintomas. Mayra avisa, porém, que, nesses casos mais graves, a aromaterapia não deve substituir a medicina tradicional e, sim, ser usada complementarmente – embora casos mais “banais”, como dores de cabeça, segundo ela, possam de fato ser tratados apenas com aromaterapia.

 *Matéria publicada originalmente na edição 207 da revista TOPVIEW.

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