Da experi\u00eancia, surgiu o document\u00e1rio \u201cJUNTAS\u201d<\/strong>, que retrata os bastidores da cobertura e a uni\u00e3o das mulheres para quebrar barreiras no mercado audiovisual. A diretora criativa do IHF, Clarissa Ribeiro, foi a respons\u00e1vel por assegurar que a identidade do coletivo estivesse presente no produto entregue. \u201cA gente consegue ver como um trabalho feito exclusivamente por mulheres<\/a> \u00e9 rico, plural, original. Fiquei extremamente feliz de testemunhar isso\u201d, destaca.<\/p>\n
O evento escolhido n\u00e3o poderia ser outro. O GRLS! \u00e9 um festival destinado a promover a consci\u00eancia sobre o empoderamento feminino e da comunidade LGBTQIA+<\/strong>. Durante dois dias, passaram pelo Memorial da Am\u00e9rica Latina cerca de 25 mil pessoas que viram um line-up composto por dezenas de artistas mulheres, que se apresentaram em shows<\/a>, palestras, workshops e debates. \u201cN\u00e3o consigo imaginar nenhuma empresa que tenha uma equipe 100% feminina t\u00e3o boa quanto a nossa. \u00c9 uma realiza\u00e7\u00e3o muito grande, fruto do trabalho de todas em indicar mulheres para os jobs e ensinar umas \u00e0s outras\u201d, conta orgulhosa a coordenadora e s\u00f3cia do IHF, Clara Castro.<\/p>\n
\u2018JUNTAS\u2019 mostra os bastidores da entrega do material audiovisual<\/strong>, praticamente simult\u00e2nea, que acontece durante o festival. \u201cTudo \u00e9 feito em conjunto, com muita conversa, para entender quais profissionais se identificam com cada show ou artista. Assim, elas conseguem refletir a emo\u00e7\u00e3o no trabalho, na entrega da experi\u00eancia<\/a> de quem realmente viveu aquilo\u201d, explica Carol Caddeo, coordenadora de produ\u00e7\u00e3o do IHF.<\/p>\n
\nDurante anos, a cinegrafista Karen Carvalho foi a \u00fanica mulher a participar de coberturas de festivais pelo pa\u00eds e expressa a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o se sentir mais s\u00f3. \u201cOlhar para o lado e n\u00e3o ver outra de voc\u00ea \u00e9 muito doloroso. \u00c9 muito gratificante n\u00e3o ser mais a \u00fanica mulher e, principalmente, n\u00e3o ser mais a \u00fanica negra\u201d, comenta a profissional. \u201c\u00c9 nesse caminho que o I Hate Flash quer seguir, organizando e se estruturando para conseguir cada vez mais espa\u00e7os como esse ocupados por mulheres t\u00e3o capazes e talentosas\u201d, complementa Clara.<\/p>\n<\/blockquote>\n
Sobre o festival GRLS!<\/strong><\/h2>\n
Entre as palestrantes<\/strong> do evento, estiveram presentes grandes nomes como Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, vencedora do Pr\u00eamio Jabuti de Personalidade Liter\u00e1ria do Ano, em 2019; a fil\u00f3sofa, feminista, escritora e acad\u00eamica Djamila Ribeiro; a l\u00edder ind\u00edgena Alessandra Munduruku; a Monja Coen; e a youtuber Jout Jout. O GRLS! contou tamb\u00e9m com grandes atra\u00e7\u00f5es musicais internacionais, entre elas a cantora brit\u00e2nica Kylie Minogue e o quarteto brit\u00e2nico Little Mix<\/a>, que se apresentou no Brasil pela primeira vez. Entre as atra\u00e7\u00f5es nacionais, nomes de peso como Gabi Amarantos, Ludmilla, Linn da Quebrada, IZA, MC Tha e Mulamba.<\/p>\n