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Testes rápidos de Covid-19 se tornam aliados para retomada do setor de eventos

Os impactos econômicos gerados pela pandemia de coronavírus foram de escala global, e atingiram diversos segmentos. O de eventos, porém, foi um dos que sentiu os impactos de forma mais abrupta e prolongada. Até agora, há restrições impostas para auxiliar no controle da pandemia no Brasil, com regras sanitárias e limitação de público. No Paraná, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC-PR), as perdas no setor acumulam cerca de R$ 25 bilhões.

Foto: Divulgação/WiMed

Com o andamento da vacinação no Brasil e queda na média móvel de mortes pela doença, estados e municípios vêm, há meses, flexibilizando os decretos sanitários e permitindo eventos com uma capacidade maior – no último dia 21, o governo do Paraná atualizou o decreto nº 8.705, em que autoriza eventos com capacidade máxima de 5 mil pessoas, em local que respeite lotação máxima de 50% (espaços fechados) e 60% (ao ar livre). A prefeitura de Curitiba também acompanhou a decisão estadual no último decreto de bandeira amarela, publicado no dia 15 de setembro.

Mesmo com a vacinação em ritmo mais ágil, qualquer tipo de situação que reúna um grande número de pessoas é um fator de risco para o surgimento de possíveis focos que podem gerar novos surtos da Covid-19, sobretudo com o surgimento de novas variantes do vírus, como a Delta. Por isso, empresas de eventos têm investido nos testes de coronavírus para realizar, por exemplo, convenções corporativas.

Desde o início da pandemia, Conrado da Luz, diretor da agência de experiências Remix, sempre defendeu a reinvenção do setor com a adoção de formatos online para manter a conexão entre marcas e pessoas. Assim que os eventos presenciais foram autorizados, além da manutenção dos cuidados essenciais, como o afastamento entre as pessoas, utilização de máscara e álcool gel, Conrado reduziu a possibilidade de riscos com a realização dos testes de Covid-19 para que os envolvidos se sentissem mais seguros. “Reunimos uma média de 30 pessoas em cada uma das últimas ações que realizamos e que aconteceram em duas modalidades: live e produções audiovisuais. Em situações em que nossa atuação se restringe a ambientes fechados precisamos tranquilizar o público de que todas as providências foram tomadas em prol da segurança de cada indivíduo”, completa o empresário. 

Até mesmo em eventos híbridos – onde há apenas uma equipe presencial, público mínimo e transmissão ao vivo – a testagem se tornou parte da rotina da Air Promo, especialista em marketing promocional.  “Hoje nosso foco são os eventos corporativos, com equipes de 10 a 15 pessoas para realizar as transmissões. Todos são testados no dia a dia e na montagem do evento, além das proteções com máscara, face shield e cuidados com o uso de equipamentos”, diz o CEO Marcelo Defante, que conta com a parceria da Wimed, que oferece soluções em diagnósticos, testes rápidos e imunização.

Tendência: prevenção como solução

Entre as opções de testes oferecidos pela Wimed, especialista em multidiagnósticos e imunização, está o teste rápido de antígeno, onde é possível detectar a partícula viral do Sars-Cov-2 em até 10 minutos. “Isso facilita a vida do empresário, que consegue ter todo o staff e convidados testados com agilidade. Além disso, garante a segurança, saúde e tranquilidade, tanto de quem está se divertindo como de quem está trabalhando”, ressalta a diretora-técnica da Wimed, Luísa Wisniewski.

A empresa conta ainda com o Point of Care Testing (POCT), formato que possibilita o atendimento no local de cuidado do paciente.  “Por isso as soluções da Wimed se tornam ideais para situações como eventos, que podem ser realizados em locais completamente distintos”, fala Luísa. Além disso, a Wimed também customiza a testagem conforme a escolha do realizador: está disponível a instalação de tendas ou drive thru, além da coleta em ambulatórios e farmácias credenciadas e em domicílio.

Todo o atendimento é realizado por técnicos de enfermagem, farmacêuticos ou biomédicos. A Wimed também tem uma plataforma onde é possível a integração com terceiros, o que possibilita que uma empresa que contrata receba os resultados em uma plataforma própria.

Além do teste rápido de antígeno, cujo resultado sai em 10 minutos, há, ainda, o RT-PCR rápido; em doze horas é possível saber se a pessoa testada está infectada. “Os eventos precisam seguir vários protocolos para que não sejam um canal de propagação do vírus. Os testes são mais uma opção para mostrarmos o quanto a realização é segura”, acredita o presidente do Curitiba e Região Convention & Visitors Bureau (CCVB), Paulo Iglesias.

Para o diretor do Ópera Arte, Giuliano Pilagallo, o uso de testes é uma maneira de acelerar a volta de eventos em um formato como o que conhecíamos pré-pandemia. O seu restaurante e espaço de eventos, localizado na Ópera de Arame, em Curitiba, sobreviveu com adaptações (como o funcionamento do restaurante todas as noites aberto ao público em geral. Antes da pandemia, o Ópera Arte era reservado exclusivamente para eventos no período noturno). Mesmo com a possibilidade de reunir mais gente, Pilagallo tem preferido trabalhar com público de até 100 pessoas, pela dificuldade de cumprir as medidas dos decretos (como o de manter pessoas sentadas, por exemplo). “Os testes são um facilitador para que a gente possa o quanto antes voltar a fazer mais eventos”, pontua.

Inovação e segurança

Ao longo da pandemia, estudos sobre a doença em si e seus meios de transmissão surgiram, e os cientistas detectaram situações consideradas super espalhadoras do vírus. Entre elas, a reunião de um número grande de pessoas em espaços fechados, sem ventilação. Nestes casos, apenas um participante infectado pode gerar um surto de contaminação no local.

A testagem evita esse tipo de circunstância; nos testes em eventos vem se mostrando relativamente comum um participante estar com o vírus, o que poderia gerar um cenário de super espalhamento caso não houvesse a detecção prévia. Com o teste feito, a pessoa não comparece ao evento, se isola e evita de contaminar o próximo. Em eventos corporativos com duração de vários dias, o protocolo adotado pela Wimed é  o de monitorar os participantes e oferecer, além dos testes ao longo do período, orientações para caso alguém se contamine durante o evento, como isolamento e encaminhamento para atendimento médico.

Mesmo com o avanço da vacinação pelo mundo, Luísa já se planeja para continuar lidando com o coronavírus em 2022. “Uma das alternativas que visualizamos demanda crescente é a testagem In Company, serviço que agiliza e personaliza os atendimentos de forma segura e facilita a tomada de decisões rápidas sobre a indicação de home office, por exemplo”, argumenta a diretora da Wimed.

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