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Doença de Alzheimer: a importância da conscientização da população

Especialista do Hospital INC lista os principais sintomas, formas de diagnóstico e tratamentos para a condição

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A doença de Alzheimer preocupa a população por ser uma condição degenerativa, progressiva e incurável. Acomete, principalmente, indivíduos acima dos 65 anos de idade gerando o que se conhece como demência. Esse termo, apesar de utilizado de forma incorreta e pejorativa por leigos, é utilizado na Medicina para designar uma condição de perda de habilidades mentais. Os sintomas do Alzheimer são muito característicos: decorrem da perda da memória recente, mas outras funções podem estar comprometidas. “É crucial poder contar com o apoio da família e de amigos, principalmente nos primeiros momentos do diagnóstico”, afirma a neurologista do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC), Amanda Machado.

Segundo a médica, a família dos pacientes costuma relatar confusões cada vez mais frequentes, como esquecer ou trocar o horário de medicamentos, esquecer o local onde guardou um objeto ou, ainda, mostrar dificuldade em reconhecer pessoas ou lugares conhecidos. “Alguns esquecimentos acontecem com o envelhecimento normal do cérebro, mas um neurologista pode auxiliar nesta diferenciação entre senilidade e esquecimentos possivelmente relacionados a doença de Alzheimer”, ressalta.

A especialista explica que existem duas formas de tratamento: o medicamentoso e o não medicamentoso. “O tratamento sem uso de remédios consiste na adoção de medidas comportamentais para o paciente e família. Já o outro baseia-se em dois tipos de medicamentos essencialmente para o controle dos sintomas que, em até certo ponto, podem retardar a progressão da doença e proporcionar uma melhor qualidade de vida”, enfatiza. Ainda segundo ela, o tratamento deve ser direcionado de acordo com a fase de desenvolvimento da doença – leve, moderada ou grave – pela necessidade de controle das manifestações apresentadas.

A Medicina ainda não avançou a ponto de conter o “desgaste” do cérebro com o avançar do tempo, porém Amanda indica alguns comportamentos e hábitos. “Primeiramente, é preciso buscar uma vida saudável, isto é, com boa alimentação. Também são necessárias boas horas de sono e com qualidade. Se você mantiver o corpo bem, a mente provavelmente o acompanhará”, ensina. “Novos estudos têm demonstrado que a prática de atividade física pode ajudar a proteger a saúde do cérebro. E, por fim, o cérebro pode ser estimulado através da prática constante de leitura, jogos interativos, aprendizado de outras línguas e novos conhecimentos. A música também pode auxiliar na memorização de determinado contexto e ajudar no resgate posterior de momentos e datas importantes.”

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