Pós-luxo: entenda o conceito que as grandes marcas estão adotando

Pós-luxo: entenda o conceito que as grandes marcas estão adotando

Já dizia Chanel: "o luxo não é o oposto da pobreza, mas da vulgaridade"

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De uns tempos para cá, desde que comecei a estudar o luxo como diferencial às pessoas e empresas, especificamente em 2014 em Paris, a medida que percorro com minhas palestras e conheço os conceitos e histórias, sempre me faço várias perguntas, até que quando participei do programa Mundo S/A sobre Pós-Luxo encontrei a principal resposta: a evolução do luxo está diante de nós, na contemporaneidade das novas formas de consumo.

E o pós-luxo é o tema que convido você a vir comigo pensar um pouco mais sobre definições. A começar pela certeza que temos enquanto consumidores de que a ostentação, itens artificiais, ter mais e mais, não são o que brilham nossos olhos (há tempos).

Sem sombra de dúvidas a medida que conhecemos e buscamos qualidade, a queremos ao nosso lado em todos os formatos, da mesma forma que a medida que nos conectamos e experienciamos novidades, buscamos aquelas que nos fazem mais sentido, e que, em um grande movimento, com cada vez mais adeptos, cuidam do planeta, ou melhor, devolvem para ele o que tiram dele.

Não vejo o termo como uma forma de chamar a atenção dos consumidores, uma estratégia de marketing, afinal, minha base de formação e trabalho é o marketing para pessoas, por isso tenho estudado a todo instante as evoluções do marketing e o novo comportamento das pessoas, para que possa uni-los. Por esse motivo, puxei acima a definição de que pelas novas formas de consumo, na contemporaneidade, é que o luxo permanecerá entre nós.

E estará mais acessível.

Perceba que não destaco acessibilidade à dinheiro, porque luxo não é barato, mas da mesma forma observo: o que é caro para você é também para mim?

Voltando aos meados de 1700, França, quando os conceitos padrões de luxo que conhecemos apareceram em Versailles, em seus reinados, vemos que para ser luxo deve ser único, de extrema qualidade, deve impactar, causar lembranças, desejo, brilhar. E, cá entre nós, devemos concordar, pois vivemos com esses conceitos, dos quais não vejo, sinceramente, o porquê tirar de cena. É histórico, e história é luxo. Olhando as grandes grifes, todas vieram de famílias que priorizaram a qualidade e caíram no gosto dos aristocratas que pagavam por ela, e para que através dela se diferenciassem dos demais.

Observando os meados de 2018, o que mais certo posso acrescentar, e que tem chamado atenção de absolutamente todos no mercado, é o comportamento millennial, que veio da geração, e que agora, pela verdade, singelidade, busca pela personalização, autenticidade, conectividade, expectativas estéticas e de design, com funções que realmente resolvem problemas, ditam um novo espaço de tempo, até mesmo revolucionário, onde o pós-luxo entra com maestria.

Afinal, nos empreendimentos, serviços e produtos que vemos a toda semana surgir neste conceito, a prioridade são as experiências, sensações, memórias, conforto e o brilho que os momentos de contato entre marcas e pessoas acende.

Continuamos a querer marcas como a própria Chanel ao nosso lado, não somente pela qualidade extrema em seus itens, mas também pela forma como ela devolve ao mundo sua singularidade, trazendo para nós, consumidores, o sentimento de pertencer a este conceito, dela pertencer à nós, às nossas escolhas.

Luxo, e o que vem depois dele no pós-luxo é valorizar nosso tempo em momentos como tomar um dos 5 cafés mais valorizados no mundo, o Kona Coffee, extraído exclusivamente na região de Kona, na Big Island no Havaí | EUA, um dos únicos lugares em todo país americano a cultivar café, e saber da curiosidade de que as primeiras mudas vieram do Brasil, cultivadas pelos japoneses.

É também valorizar momentos em expressões como Hygge, que defino em um texto em um dos meus negócios, no portal da Ponto Pessoal, pois são expressões assim que queremos valorizar a todo instante, que buscamos e que fazem sentido quando encontramos.

O excesso não está somente em se ter mais itens materiais, mas em também desperdiçar nosso tempo em situações e ao lado de pessoas que não trazem nenhum conteúdo de valor ao que queremos e descobrimos na vida – única a todos nós, e com certeza, o que de mais luxo podemos ter, e com nosso total controle.

O pós-luxo valoriza o que está ao nosso redor, com os aprendizados centenários de pessoas que já vem trabalhando nos conceitos do luxo, pois isso é ser mais simples e sim, trazer o que de melhor há no mundo de uma forma mais acessível.

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