Projeto Black 75 #13: Juliano Wisnievski avalia seu desempenho no Sesc Triathlon Caiobá - TOPVIEW

Projeto Black 75 #13: Juliano Wisnievski avalia seu desempenho no Sesc Triathlon Caiobá

Depois de meses de treinos diários e muita dedicação, chegou a hora de saber o resultado do projeto

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Era sexta-feira pré-prova e eu tinha recebido a confirmação da reserva no Hotel Sesc Caiobá. Não sabia se eu e a minha família  pegávamos a estrada à noite ou se íamos no sábado pela manhã. Eu queria treinar, pois o corpo não queria descanso. Acabei indo à Ichiban Therapy, para relaxar a musculatura. Acho que era a ansiedade batendo de última hora. Depois, conversando com minha esposa, decidimos ir no sábado, bem cedinho.

Chegando lá, já me encontrei com a Flávia Proença, a jornalista que cobriria o Sesc Triathlon Caiobá para a TOPVIEW. Alinhamos o cronograma e depois do almoço fomos para o Simpósio Técnico. No evento, foram passadas todas as informações sobre a prova do domingo: horários de checking e largada, regras dos equipamentos, trajeto das modalidades e as novidades do revezamento em trio. Na saída, encontrei com toda a equipe da Manocchio Team. Acabamos tirando uma foto em frente à placa do Hotel Sesc Caiobá e descobri que essa é uma tradição das equipes. 

A retirada do kit do atleta era logo em frente, no ginásio de esportes, e foi pra lá que fomos. Fiz a tatuagem do numeral nos braços, peguei a touca de natação, o chip de cronometragem e os numerais para o capacete e a bike.

Conversamos com alguns amigos e com o Luiz Iran, presidente da Federação Paranaense de Triathlon, que deu algumas dicas do esporte. Ao redor do ginásio, havia algumas tendas de empresas que trabalham com o Triathlon, e eu já havia marcado com a Silvia, da Tribo Esporte, de pegar alguns acessórios para a prova: uma cinta para o numeral para hora da corrida, um cadarço elástico para o tênis e um gel anti-atrito para calçar a sapatilha da bike com mais agilidade.

Como nunca havia usado o gel nem calçado a sapatilha pedalando em uma prova, decidi testar como se eu estivesse na prova. Fui à praça de transição na Praia Mansa de bike, passei o gel na sapatilha e treinei vesti-la pedalando no lugar exato em que faria na prova. Assim, poderia tirar alguns segundos do tempo de transição.

Depois disso, já noite, era hora de jantar e de descansar. Foquei na alimentação sem gorduras e proteínas, mas rica em carboidratos para gerar um estoque de energia, conforme orientação da Dra. Flávia Ohde. Deitei cedo e acordei algumas vezes na madrugada. Pura ansiedade. Levantei às 4 horas e fui tomar café da manhã. Não estava com fome, mas comi pão, frutas e iogurte. Tomei também o BCAA e o Carbolift, da Essential Nutrition, que são suplementos que me ajudariam a reduzir a fadiga muscular durante a prova.

Às 5 horas, eu estava pronto. Pedalei até a transição, escolhi um bom lugar para colocar a bike no cavalete e fui para a praia aquecer.  Minha largada era às 7h20. Deu tempo de a minha família chegar na areia e me desejar boa sorte. Meu filho, Vicente,  estava mais ansioso do que todos. Chamei-o para correr comigo e ele disse: “Pai, você vai perder a largada!”. Entendi que era melhor eu curtir o momento com eles, já tinha aquecido o suficiente… risos.

No mar, a correnteza forte surpreendeu os atletas (Foto: divulgação).

Pouco depois, escutei o locutor falar: “Sai o primeiro atleta da água”. Ele fez a prova em 11min20s. Era para ser, no máximo, 10 minutos pelo padrão dos primeiros colocados. Eu já sabia, a correnteza estava forte. Fui para largada e nadei consciente: não me arrisquei muito e evitei trombar nos outros atletas. Analisando depois, parecia que eu estava me poupando. Resumindo, não fiz um bom tempo de natação. Meu objetivo era fazer em 14 minutos. Fechei em 17 minutos. Ou seja, sai do mar com um saldo negativo de 3 minutos para a bike.

A transição para a bike foi rápida, graças ao treino no dia anterior.

Entrei focado na transição (T1): coloquei o óculos, o capacete, peguei a bike e sai pro pedal em 1min30s. Vesti a sapatilha pedalando, no exato lugar em que treinei no sábado, executando a tarefa com sucesso. Pedalei forte e sozinho no começo, até me juntar a um pelote, que é um grupo de ciclistas que vai se revezando na puxada e aproveitando o vácuo (pedalar em grupo economiza até 30% da energia). A média de velocidade final foi de 35 km/h. Assim, baixei o tempo em 2 minutos, fechando a prova em 35 minutos (trecho total de 20 km).

A etapa de corrida fechou abaixo dos 23 minutos (Foto: divulgação).

Desmontei da bike e já no T2, a coloquei no cavalete, tirei o capacete, coloquei o tênis com o cadarço elástico sem precisar amarrar, peguei a cinta com o numeral, um gel de carboidrato e sai correndo. Isso tudo durou 55 segundos. Já nos primeiros metros, vesti a cinta e tomei o gel. Com a respiração ofegante, engasguei e tossi pelos próximos 100 metros. Passado o sufoco, me concentrei no pace, que é meu tempo em minutos por quilômetros percorrido. O foco era 4min30s por 4 km e dar um sprint no último, para fechar em 22 minutos os 5 km. Próximo ao retorno, lá pelo quilômetro 2, meu pace caiu para 4min40s. Tentei recuperar, mas só consegui baixar no último quilômetro. A corrida saiu em 22min45s, pace de 4min33s. Não foi o que eu queria, mas melhorei e consegui sair da casa dos 23 min.

Conclusão do Sesc Triathlon Caiobá 2019: tempo de prova – 1h17 ; colocação – 18° na categoria. Não cumpri a meta estipulada, que era de completar tudo em 75 minutos. Claro que fiquei chateado, mas ao mesmo tempo senti a minha evolução nas modalidades. Afinal, baixei em 4 minutos o tempo comparado ao ano passado. A meta era agressiva e faltaram 2 minutos para chegar ao meu objetivo. A correnteza prejudicou o tempo, não só meu, mas o de todos os competidores. Essa teoria foi confirmada ao longo da última semana, na Swimex, pela minha coach Gisele Bertucci, que levou o troféu de segunda colocada na categoria Elite.

Passados os quatro meses de dedicação, a ideia agora é manter o ritmo de treinos e não perder toda essa evolução que adquiri. E que venham outros desafios! Sei que agora estou pronto para encará-los.

Finalmente, o fim da prova! (Foto: divulgação).

Aproveito para novamente agradecer a todas as empresas apoiadores do Projeto Black 75 – em especial às pessoas que respondem por elas: Amaralina Bomfim (Esportes Sesc), Catia Rosa (Esportes Sesc), César Luiz Gonçalves (Marketing Sesc), Dra. Bianca Dalledone (Clínica Image), Dra. Flávia Ohde (Clínica Image), Eliane Sydor (Ichiban Therapy), Fabiane Zardo (Marketing Swimex), Fabricio do Valle (Personal Swimex), Gisele Bertucci (Coach Manocchio Team), Guilherme Manocchio (Manocchio Team), Jannifer Manocchio (Manocchio Team), Laura Urbano (Marketing Essential Nutrition), Leandro Villas Boas (Tribo Esporte), Reinaldo Maeda (Coach Manocchio Team), e Silvia Akemi (Tribo Esporte). Não posso esquecer da equipe TOPVIEW, dos amigos, dos parceiros de treino e dos meus familiares, que me incentivaram em todos os momentos.

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