Mulheres adiam tratamento para engravidar por conta do coronavírus - TOPVIEW

Mulheres adiam tratamento para engravidar por conta do coronavírus

Famosas como Karina Bacchi e Graciele Lacerda estão entre as famosas que suspenderam o sonho da maternidade

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A pandemia virou o mundo de ponta cabeça e tem interferido nos planos que até então eram considerados inadiáveis. Para muitas famílias 2020 era o ano escolhido para uma possível gravidez. Apesar de não haver nenhum estudo conclusivo que comprove o perigo do coronavírus para gestantes, o Ministério da Saúde incluiu as futuras mamães no grupo de risco para a doença.

A apresentadora Karina Bacchi, que estava em tratamento para uma nova fertilização, revelou em suas redes sociais que a pandemia fez com que ela adiasse os planos. O mesmo aconteceu com Graciele Lacerda, esposa do cantor Zezé Di Camargo. A empresária tinha decidido ter o primeiro filho com o cantor ainda este ano, mas devido ao período de incertezas, optou pelo congelamento de embriões para uma gravidez no futuro.

Segundo Fernando Prado, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana da Clínica Neo Vita, o momento agora requer cautela. “É importante ter serenidade para entender que a prevenção e o combate ao coronavírus é o mais importante, por isso cada caso deve ser avaliado individualmente. Há mulheres, por exemplo, que o adiamento diminui as chances e até impedem uma futura gestação”, diz.

A fase mais fértil da mulher acontece na faixa dos 25 aos 30 anos e após esse período é normal a diminuição da produção e da qualidade dos óvulos. Até por isso, o congelamento de óvulos ou embriões tem sido uma saída que permite planejar o melhor momento para dar continuidade aos planos de aumentar a família.

“Muitos estudos apontam que aos 35 anos a fertilidade feminina alcança a metade de chance apresentada aos 25 anos e, aos 40 anos, a possibilidade é a metade confirmada aos 35 anos. Por isso o ideal é que o congelamento seja feito até os 35 anos, pois a partir dessa idade existe uma diminuição considerável da qualidade dos óvulos que pode comprometer o resultado final”, alerta o especialista.

Desde que tome os devidos cuidados não existe nenhum problema se a mulher resolver engravidar mesmo durante este período. “Não há evidências científicas que comprovem riscos para as gestantes e bebês como foi na época do H1N1 e Zika Vírus. Como a Covid-19 é uma doença nova, realmente requer todo cuidado e precaução. Quem tem a intenção de engravidar ainda este ano deve conversar com seu médico e definir juntos a melhor saída”, finaliza Prado.

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