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Em novo livro Mãos Em Prece, Monja Coen destaca a importância da gratidão e ensina a enxergar o valor das trajetórias, dos caminhos e dos descaminhos da vida

Lançado pela Editora Citadel, livro de missionária nasce a partir da história da comunidade Zen Budista Zendo Brasil. Lançamento acontece dia 06 de dezembro
É praticamente impossível pensar em budismo zen no Brasil sem falar em Monja Coen Rōshi, fundadora da Comunidade Zen Budista no país sul-americano. A conexão indelével entre a corrente e sua principal porta-voz em âmbito nacional é a premissa basilar de “Mãos em Prece”, novo livro da editora Citadel. Nele, Roshi faz um paralelo entre a trajetória da comunidade e a trajetória da vida de todos nós: “A procura do Caminho não é procura, mas encontro. Quem procura o Caminho é quem já percebeu que o Caminho existe. Muitos não percebem, passam a vida ou vidas sem notar que somos o Caminho Iluminado.”, explica Roshi.
(Foto: divulgação)

“Mãos em Prece” também funciona como um retrato do budismo zen no Brasil, já que nasce a partir de alguns textos publicados originalmente no jornal Zendo Brasil. Os materiais falam sobre gratidão, perdas, recomeços, sabedoria, compaixão, perdão, mas principalmente sobre a ideia de sermos responsáveis por nossos atos. Com mais de 5 milhões de seguidores em suas redes sociais, Monja Coen Roshi se transformou em uma verdadeira personalidade brasileira. “Cada movimento, cada gesto, cada pensamento – a pupila do olho de Buda. Quando há luz, ela se fecha. Na escuridão, se abre. Nossos pensamentos e ações fazem essa pupila se abrir e se fechar. Nossas palavras, gestos e intenções são de luz e sombra. Mas sempre envolvidas pela pupila de Buda.”, explica a autora.

Formada em jornalismo, Cláudia Dias Baptista de Souza teve sua vida transformada e decretou como missão pessoal transmitir os ensinamentos trazidos pelo zen budismo. Criou a comunidade em 2001, e desde então tem se dedicado a melhorar a vida das pessoas a partir dos ensinamentos da filosofia. “Estamos diante de uma verdadeira personalidade nacional. Desde que a conheci, percebi sua capacidade de transformar sombra em luz, tristeza em alegria, apatia em motivação. Ela tem um dom especial de transmitir conhecimento de uma maneira prática e qualquer pessoa a entende sem barreiras”, explica André Fonseca, Editor da Citadel.

“Pelos textos coletados podemos acompanhar o desenvolvimento dessa comunidade e o crescimento do zen fora da colônia japonesa. São ensinamentos da tradição Soto Shu, zen-budismo com sede no Japão. É uma compilação do que escrevi até 2020. Ao longo deles, revisitaremos episódios de minha vida, da vida do Brasil e da comunidade durante os últimos dezoito anos”, explica a monja.

Autora de alguns best-sellers, Monja Coen tem se transformado em uma grande produtora de conteúdos impressos. Nas primeiras páginas, a autora se dedica a uma retrospectiva histórica de sua jornada pessoal com o budismo e presenteia o leitor não apenas com os curiosos fatos em si, mas sua peculiar forma de ver e perceber o mundo – a mesma que tantos buscam para encontrar um pouco de tranquilidade.

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