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Economia familiar: venda informal cresce em período de quarentena

Plano B torna-se essencial para driblar a crise e revenda vira alternativa para quem tem que ficar em casa

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O Brasil já registra mais de 9 milhões de casos de desemprego por conta da pandemia da Covid-19.  Diante de tantas pessoas sem trabalho fixo, o chamado plano B tem sido a principal alternativa de renda para muitas pessoas, inclusive donas de casa. A revenda de produtos, por exemplo, que antes era responsável por uma renda extra, acabou se tornando a principal fonte de renda de muitas famílias. 
 
Foi o caso das revendedoras da empresa curitibana de calçados em neopreneuFrog, que neste período de quarentena conseguiram fazer um bom dinheiro extra com vendas feitas por whatsapp e redes sociais. Segundo a marca, esse canal de vendas superou as expectativas e as metas do período.

“As vendas efetuadas pelas nossas revendedoras registraram aumento de 40%. No último ano este está sendo o segundo melhor mês com grandes resultados. Por conta da quarentena, as revendedoras têm conseguido ter mais tempo para se dedicar às vendas. Também observamos o aumento no número de mulheres querendo ser revendedoras uFrog. Hoje são 150 revendedoras, tivemos um crescimento no canal de revenda em 25% no último mês”, conta Daiane Lara, responsável pelo canal de revendas dauFrog. 

Antes da imposição do isolamento social, os canais de vendas mais fortes da uFrog eram as lojas multimarcas seus mais de 15 quiosques próprios que ficam em shoppings dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Com o fechamento do comércio, a empresa encontrou nas revendas e no e-commerce, alternativas para seguir no mercado.

 O crescimento da empresa superou até a média de crescimento de vendas online do país, que segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico registrou um aumento geral de 40%. 

Na quarentena, uma oportunidade de empreender 

 A Denise Bernardes de Castro já começou o trabalho com a uFrog tendo sucesso nas vendas. Ela fechou parceria com a marca em março, poucos dias antes de ser determinado o isolamento social, e apesar de ter começado as vendas em um período de crise geral no país, a quarentena abriu portas para a revendedora. O sucesso de vendas na região onde ela mora, em Goiânia, foi tão grande, que Denise já investiu em sacolinhas personalizadas, em aromas para deixar o produto perfumado, e já até pensa em empreender.  

“Se tudo continuar indo bem, a minha meta é investir só em uFrog. Eu penso em algo grande. Penso em abrir um quiosque no shopping daqui de Goiânia e quero representar a marca em feiras de gestante.Tenho gostado muito do resultado e quero mesmo trabalhar com isso”, diz Denise muito confiante como resultado da marca.

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