O que o movimento body positive está tentando nos contar?

O que o mundo está tentando nos contar por meio das roupas e acessórios?

Moda vai muito além do que se veste. Entenda como os recentes acontecimentos políticos mundiais respingam também nas passarelas

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A moda sempre tem como pano de fundo o comportamento humano, afinal, vai muito além do ato de vestir. E os recentes acontecimentos políticos mundiais acabam respingando. A Balenciaga, por exemplo, que sempre lança alguns itens desejo em forma de manifesto, como a luxuosa bolsa-sacola de mercado. Nesse mesmo contexto, a Victoria Secret, que recebeu diversos protestos por não colocar em suas passarelas modelos trans ou plus size. O que o mundo está tentando nos contar por meio das roupas e acessórios? Que precisamos olhar de forma mais atenta a todas as pessoas, porque independente de sexo, idade, raça ou manequim, elas têm desejo por fazer parte, de se sentir aceito, sentir visto.

Na coluna anterior: Febre gringa, bike shorts vai da aula de spinning às ruas no verão 2019 e tá TUDO CERTO!

Aqui mesmo, em Curitiba, tem uma marca que aposta muito nesse tipo de visão, a Ovelha Negra. Admiro muito o trabalho que começa na atitude e finaliza no produto. Desde o início da marca eles tinham o propósito de vestir mulheres que se sintam sexy independente de qualquer coisa.

Muito se fala hoje em #bodypositive, uma corrente que propaga o amor próprio e fala sobre enxergar quem você é e se aceitar. Uma grande propagadora desse movimento é a incrível modelo americana (que eu admiro muito, por sinal!) Ashley Graham, que já foi capa da Vogue e de outras grandes revistas inúmeras vezes, desfila para grandes marcas internacionais e tem uma linha de lingerie para mulheres mais curvilíneas.

Ela inspira muitas mulheres a se olharem e a gostarem do que veem no espelho, de forma positiva, aceitando seus defeitos e amando o que elas possuem de melhor. Esse tipo de atitude que tem se visto muito no mundo da moda traz benefícios incríveis pra autoestima de todas nós! Ninguém é perfeito, mesmo quem parece ser, e é incrível quem consegue falar isso de forma aberta, sem julgamentos. Com isso dito, podemos ser mais livres pra ser quem somos de fato. Moda tem tudo a ver com isso, com nossa liberdade em expressar quem somos pelo que usamos. Concorda?

Quem é a colunista 

Andrea Gappmayer é designer por formação e stylist de profissão há mais de 10 anos pela StylebyGapp. Pós-graduada em Branding pela Universidade Positivo com cursos na área de moda pela London College of Fashion, Politécnico di Torino e Universidad de Palermo. Da experiência de quando morou em Londres, na Escócia e Itália, trouxe grande contato com a moda. De volta ao Brasil, trabalhou em grandes eventos de moda como SPFW, PBC e Crystal Fashion, até abrir sua empresa em 2009. Desde então vem atendendo todo o Sul do país com clientes como Malwee, Racco, O Boticário, Recco, Beagle e diversas outras campanhas/marcas. Faz o styling de dois apresentadores, Daiane Fardin, da RPC, e Adriano Tadeu Barbosa, embaixador TOPVIEW, além de inúmeros editoriais em diversos veículos locais. Recentemente saiu no site da Vogue Itália, no projeto de novos talentos internacionais. Em 2017 abriu mais uma empresa, com um novo desafio: unir os conhecimentos de branding, moda e direção criativa, para o setor de uniformes personalizados em Fashion Branding Experience, a YPSIMODA. No portfólio, clientes de peso como Melissa, Aráuco, Malboro, Louis Vuitton e outros.

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