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Conheça quatro curitibanas inspiradoras que dedicam tempo em suas vidas para ajudar o próximo

Iniciativa, gratidão e desprendimento movem quatro curitibanas inspiradoras que dedicam tempo em suas vidas para ajudar o próximo

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Elas são profissionais, têm famílias e preocupações como todos. Mas reclamação não consta no vocabulário das quatro cidadãs a seguir, que arregaçaram as mangas e resolveram fazer algo de bom para a comunidade em que vivem. 

Saiba mais: Como ajudar alguém no Natal – 5 sugestões para quem mora em Curitiba

Vanessa Procopiak Medeiros Spitz

Empresária, voluntária da iniciativa Aquecendo Corações, que leva refeições a moradores de rua

Em uma metrópole como Curitiba, onde a cada quarteirão há uma reluzente hamburgueria, fica difícil imaginar que existam pessoas cuja única refeição digna do dia só acontece por conta de trabalho voluntário. Vanessa, 49 anos, atendeu a um chamado em uma rede social e iniciou o grupo que, além de comida, leva roupas, calçados e cobertores às pessoas em situação de rua. O trabalho voluntário sempre esteve em seu horizonte, porém, a burocracia muitas vezes atrapalhava. Mas, quando se trata de suprir a necessidade mais básica do ser humano – a fome –, a coisa se torna mais simples. As refeições são feitas em casa por Vanessa e os outros voluntários e entregues pessoalmente – simples assim. Dificuldades existem, como quando faltam alimentos e os voluntários têm de comprar do próprio bolso. No ano passado, o grupo ganhou um ônibus adaptado – o Expresso Solidário –, que, além de melhorar a entrega, proporcionou mais dignidade na hora da refeição. A empresária colocou os três filhos nessa dança voluntária, além de mãe, irmã e prima. “É muito gratificante e bem dividido, por isso, sobra tempo para outras atividades”, conta.

Cintia Slaviero

Administradora de empresas e designer de moda, diretora voluntária do Lar Antônia

Cintia com a mais nova bebê acolhida pelo Lar Antônia: carinho e trabalho diários.

Difícil não identificar carência nos olhos de uma criança que foi abandonada ou teve de ser separada dos pais por maus-tratos. Por isso, Cintia, 55 anos, trabalha diariamente para tornar o abrigo que dirige de forma voluntária o mais próximo de um lar de verdade. O local, no Campina do Siqueira, recende a amaciante de bebê e possui organização, limpeza e estrutura impressionantes, tudo pensado em cada detalhe. Brinquedos impecáveis e acessórios infantis reluzem nas prateleiras. “Tem gente que entra aqui e acha um exagero. Afinal, são ‘crianças esquecidas’”, diz, com a doçura de quem não se furta em fazer a sua parte. São 38 crianças de zero a oito anos encaminhadas pela Vara da Infância, que ficam sob a tutela de Cintia e sua equipe de 30 funcionários. Enquanto esperam por um final feliz – infelizmente, no ponto de vista de Cintia, a Justiça ainda dá muita oportunidade a famílias que apresentam problemas irreversíveis –, os pequeninos são atendidos 24 horas por cuidadoras. Os maiores frequentam escolas particulares com bolsas cedidas e fazem atividades como natação. Cintia foi inspirada pelo pai e por outros membros filantropos da família. “É uma maneira de agradecer”, conta. “A vida foi boa comigo.” O abrigo é mantido pelo poder público e recebe ajuda de pessoas e empresas, mas há sempre uma cota de leite ou de fralda para completar. Quem tiver interesse em ajudar pode entrar em contato pelo telefone 3343-4517.

Karolina Schubert

Empresária da área de energia, leva alimentos e ajuda aos indígenas atendidos pela Casa do Índio

Não é difícil esbarrar com um indígena no Centro. Há famílias inteiras que vêm de comunidades do interior para ganhar alguns trocados com a venda de artesanato e que ficam sujeitas a toda sorte de clima, violência e dificuldades. Karol, 40 anos – que, quando menina, via a mãe reunindo doações para, nas viagens, deixar para os povos de Mangueirinha que se aproximavam na estrada –, sensibilizou-se especialmente com os pequenos, que acompanhavam suas mães. No último Natal, com a ajuda de outros voluntários, preparou um almoço para um grupo. Nos meses em que ficou envolvida na ação, aprendeu bastante sobre essa comunidade “invisível”. “Eles são extremamente carentes e não se apegam”, explica. “Por isso, não adianta dar roupas, temos de ajudar com alimento e estrutura de atendimento.” Em Curitiba, a parada oficial dos indígenas é a Casa do Índio, órgão da Fundação de Ação Social (FAS), e agora o foco de Karol é levantar fundos para melhorar a infraestrutura de atendimento e lazer. Inspirada pela família, especialmente pela mãe, que é assistente social, Karol transmite para os filhos a “missão”. Uma delas, Maju, de 17 anos, vai para o Marrocos em fevereiro participar de um projeto humanitário.

Juliana Medeiros

Arquiteta, voluntária na Auguri, que recicla flores para doar aos asilos

Auguri é a palavra italiana que designa “saudação”, “felicidades” e foi o termo perfeito encontrado por Juliana, 34 anos, para nomear a ação que criou com outros voluntários. Uma vez por mês, eles se reúnem de madrugada, coletam flores no final de festas e transformam-nas em lindos buquês, que são entregues em lares de idosos. “Auguri é o momento de espalhar amor e abrir muitos sorrisos. Não dá para traduzir em palavras”, diz Juliana, que também entrega buquês na rua.
Quem tiver interesse em doar as flores da sua festa pode entrar em contato pelo perfil no Instagram: @auguribr.

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*Matéria publicada originalmente por Dani Brito na edição 209 da revista TOPVIEW.

 

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