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Artigo: dificuldade ao articular sons pode interferir no aprendizado da criança

A fonoaudióloga Carla Maffei conta as principais causas que interferem no aprendizado dos pequenos e mostra como lidar com isso

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Quando a criança começa a falar, é uma alegria só para os pais. Os fonemas vão se juntando e as palavras, que até então era só um desejo da família, vão se construindo pouco a pouco. Segundo a fonoaudióloga, mestre e doutora da Otorrinos Curitiba, Carla Maffei, o processo da fala é algo natural, mas é importante os pais ficarem atentos se por volta dos 4 anos a criança ainda tiver algum problema na comunicação.

“O processo de associar as letras e pronunciar as primeiras palavras é algo que vai acontecendo naturalmente. Espera-se que até os 3 anos e meio e mais meio ano de maturação, ou seja, 4 anos, a criança articule os sons. Passado esse período, já é interessante os pais e a escola ficarem atentos e, se necessário, fazerem o encaminhamento da criança para a avaliação com fonoaudiólogo e otorrinolaringologista. Assim, poderão verificar se existe algum problema de audição que interfira, inclusive, na aprendizagem em sala de aula”, orientou a especialista.

Principais causas

Os problemas na comunicação podem ter inúmeras causas, e as principais são: alteração da maturidade da criança, falta de estimulação tanto visual quanto auditiva, rebaixamento auditivo, alteração da acuidade visual e auditiva e problemas genéticos (pais disléxicos, por exemplo). De acordo com a doutora Carla, quanto antes identificado o problema, mais satisfatório será o resultado.

“Quando a criança aprende a ler e a escrever, ela passa por um processo de soletração, e de acordo como fala, grava os grafemas de modo errado. Essa idade de 4 anos nos dá requisito e tempo para trabalhar a fonética da criança para que ela não troque as letras na escrita, quando passar pelo processo de alfabetização. O fonoaudiólogo, juntamente com o otorrino e às vezes psicólogo, pode ajudar a criança em todos os distúrbios de aprendizagem da leitura escrita”, acrescentou a especialista.

Parceria escola e família

Segundo Carla, o ideal é um trabalho conjunto entre especialistas, família e escola para conseguir identificar as principais falhas no processo de aprendizado.

“Infelizmente a correria do dia a dia faz com que muitos pais não consigam acompanhar a evolução do aluno na escola, e por vezes nem percebam os problemas na comunicação. Hoje em dia, as escolas têm muita informação e orientação educacional, e os professores acabam fazendo o encaminhamento do aluno ao especialista pois percebem alguma dificuldade do aluno em sala de aula. Aprender a ler e a escrever requer um método específico e as escolas são bem informadas em relação a isso”, concluiu a doutora.

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