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Lilia Schwarcz é finalista de prêmio alemão

Estudo sobre as raízes e o crescimento do autoritarismo no Brasil garantiu indicação da historiadora brasileira na final do Breakthroughs of the Year

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A historiadora e antropóloga brasileira Lilia Moritz Schwarcz está na final do concurso alemão Falling Walls – Breakthroughs of the Year, na categoria Social Science and Humanities. Schwarcz concorre ao prêmio ao lado de mais nove pesquisadores de ciências sociais e humanas ao redor do mundo. O vencedor será conhecido numa cerimônia virtual na próxima segunda-feira, dia 9 de novembro, quando também se celebra a queda do Muro de Berlim.

A professora da Universidade de São Paulo (USP) conquistou a vaga na final do Breakthroughs of the Year com seu trabalho sobre as raízes e o crescimento do autoritarismo no Brasil nos últimos anos. Schwarcz faz esse resgate histórico do tema na obra “Sobre o Autoritarismo no Brasil”, que vendeu mais de 45 mil cópias.

“Lilia Schwarcz tem se debruçado sobre as raízes da sociedade contemporânea brasileira, mas, como ela comentou em sua apresentação no concurso, o atual quadro encontra similares em vários países e faz parte de um momento mundial, o que valoriza seu trabalho internacionalmente”, comenta Marcio Weichert, coordenador do Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH) São Paulo. O centro indicou candidatos em oito das 10 categorias do Falling Walls – Breakthroughs of the Year, além de promover o recém-criado prêmio no Brasil.

A Falling Walls Foundation, organizadora do prêmio, destaca que a autora de diversas obras literárias sobre a história do Brasil é uma das vozes mais proeminentes na América Latina da democracia e da liberdade em tempos populistas.

“O projeto [de Schwarcz] é empolgante porque diz respeito a uma questão contemporânea: o crescimento do autoritarismo no mundo”, explica a presidente do júri da categoria Social Science and Humanities, Shalini Randeria, professora da Universidade de Viena. Para ela, o mundo padece de uma espécie de mutação do autoritarismo que usa a democracia como pano de fundo para se manter no poder. “O caso do Brasil exemplifica uma série de tendências no âmbito global desse novo tipo de política, onde a democracia está sendo desmantelada”, afirma.

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