Curitiba recebe a famosa coxinha de Bertolazzi - TOPVIEW

Curitiba recebe a famosa coxinha de Bertolazzi

por Luise Takashina e Érika Busani O chef paulista Carlos Bertolazzi será a principal atração da sétima edição da Alto Juvevê Gastronomia, feira gastronômica que faz parte do...

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por Luise Takashina e Érika Busani

O chef paulista Carlos Bertolazzi será a principal atração da sétima edição da Alto Juvevê Gastronomia, feira gastronômica que faz parte do calendário oficial de eventos da capital paranaense. Na verdade ele não, mas sua famosa coxinha de pato, vencedora do prêmio de “Melhor Comida de Rua”, da revista Prazeres da Mesa. O evento ocorre neste fim de semana.

Bertolazzi também vai autografar seu livro iChef – Histórias e Receitas de um Chef Conectado. Em junho, quando esteve em Curitiba para o lançamento da obra, no Ernesto Ristorante, o chef concedeu a seguinte entrevista para a TOP VIEW:

 

TOP VIEW: Como começou a história da coxinha?
Carlos Bertolazzi: Foi meio sem querer, e está tomando uma proporção que eu vou ter que fazer alguma coisa. Eu fui convidado por meio de um convênio da Smorgasburg, que é a feira gastronômica lá de Nova York, com a feirinha gastronômica de São Paulo, para apresentar alguma coisa lá. E eu percebi lá na feira que, como eu tenho o nhoque nos restaurantes, as pessoas optavam por comer coisas diferentes. Então eu pensei que precisava ter um produto que só teria lá na feirinha gastronômica. Não sabia o que eu ia fazer em Nova York ainda, mas já estava pensando na fritura, que americano adora. Pensei na coxinha, mas como eu ia fazer o prato primeiro no Brasil e depois lá, se eu fizesse uma coxinha tradicional em São Paulo não ia ter muito apelo. Então eu nem fiz muita coisa, só troquei a carne de frango pela carne de pato, que eu adoro porque tenho família portuguesa.

TV: A massa é a mesma da tradicional?
CB: É uma massa nossa, a gente mexeu um pouco, coloquei batata, um pouco de queijo. Bem antes de terminar a feira, que ia até as 18h, já tinham terminado as coxinhas, e eu quase fiquei por lá, vi que dava pra ganhar dinheiro vendendo coxinha só no final de semana lá, foi tentador (risos).

TV: Teve uma repercussão que você não imaginava?
CB: É, agora qualquer coisa que eu posto da coxinha, todo mundo fica perguntando onde tem. Acho que hoje tem um espaço sendo ocupado por coisas mais despretensiosas

TV: É que São Paulo está com essa moda agora. Tem o Butantan Food Park.
CB: É sim, até mesmo portinhas e estabelecimentos pequenos. Como aqui tem aquele X-Montanha, que a gente fica curioso pra saber onde tem e vai ver é um lugar bem simples. Então quem sabe montar um negócio com uma ideia mais despretensiosa.

TV: Então você pensa em fazer um negócio mais pra frente?
CB: Talvez não tão mais pra frente, talvez logo! Porque comecei em março, fui pra Nova York no começo de maio, sai na mídia, fui pra Virada Cultural e vendi 3 mil coxinhas, e agora está concorrendo a comida de rua da Prazeres na Mesa, já apontada como uma das cinco finalistas. Quer dizer, nem tenho o negócio ainda e já estou com chances de ter prêmio. (A coxinha de pato de Bertolazzi foi a vencedora do prêmio)

TV: Você acha que essa gastronomia mais despretensiosa, com ingredientes regionais, de não desperdiçar, é uma tendência?
CB: Isso que chamam de baixa gastronomia é um negócio que sempre esteve por aí e o pessoal sempre gostou. E agora com as redes sociais as pessoas até acham divertido extravasar esse lado mais ogro, gostam de postar a foto do pratão, que esteticamente é feio, mas as pessoas ficam com vontade de comer. Essa divulgação ajuda as próprias pessoas a descobrirem várias comidas. Eu, por exemplo, sigo várias pessoas que postam fotos assim e gosto porque vou descobrindo.

TP: O que você associa à gastronomia de Curitiba? Você vem pra cá e quer comer o quê? Acha que nossa gastronomia está em um bom momento?
CB: Gosto muito do cenário cervejeiro, eu acho incrível. Gosto da Way, Morada, DUM, mas tem uma praça cervejeira muito legal. Curitiba tem uma cena muito legal dessa comida “ogra”, do X-Montanha e tal. E agora, está em um cenário sensacional, estão surgindo grandes chefs, a Manu (Buffara), o Ivan (Lopes). Também tenho Curitiba como uma referência de carne boa, e acho que ela tem tudo para se consolidar como uma praça de muita relevância gastronomicamente no Brasil.

 

 A feira

Delícia aos dois chocolates, da Cuore di Cacao.
Delícia aos dois chocolates, da Cuore di Cacao.
Dadinhos de tapioca do Mukeka.
Dadinhos de tapioca do Mukeka.
Funny cake, da Crepe Show.
Funny cake, da Crepe Show.


Realizada trimestralmente, a feira contará com a participação de 26 empreendimentos gastronômicos curitibanos e chefs convidados que irão oferecer mais de 50 preparos, entre eles pratos mexicanos, bacalhau, cachorro quente, sorvetes, pastel de Belém, massas e cervejas especiais.

Os visitantes também terão a oportunidade de conhecer o primeiro food truck de Curitiba, o Nebraska Burger, que promete novas experiências no preparo do hambúrguer. Para os apreciadores de cervejas especiais, a cervejaria paranaense Way Beer vai oferecer sua vasta carta de rótulos, em garrafas e chopp. Fechando a programação do evento, os chefs Rodrigo Martins e Carlos Bertolazzi, o mixologista Igor Bispo e o barista Léo Moço irão comandar aulas-show gratuitas ao longo do final de semana.

 

SERVIÇO
Alto Juvevê Gastronomia
26 e 27 de julho
Praça Brigadeiro Mário Eppinghauss, ao lado do Asilo São Vicente, entre as ruas Almirante Tamandaré e José de Alencar, das 11h às 19h
Preços entre R$ 5 e R$ 20
Mais informações no site



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