A arte de viver e se deixar envelhecer, por Sandro Beira

Deixa acontecer! Cirurgia plástica pode deixar os sinais de envelhecimento mais suaves

Em nossa realidade atual, a cirurgia plástica pode ser utilizada em sua plenitude e respeitando a naturalidade com o objetivo de manter traços

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Vamos imaginar a possibilidade de escolhermos uma determinada fase de nossa vida, em que nossa aparência nos agrada, fazendo com que nos sintamos belos, mais jovens e com vitalidade. No auge das nossas vidas, poderíamos parar o tempo e permanecer nesse momento indefinidamente. A leitura desse pensamento poderia ser descrita como o poder de interromper a natural passagem do tempo exclusivamente para nós mesmos. O envelhecimento deixaria de acontecer! Ficaríamos presos ao nosso tempo ideal, pessoal, enquanto o resto do mundo seguiria o curso habitual de suas vidas.

Muitas vezes, sinto que esse é o desejo alimentado no coração e na mente de um grande número de pessoas. No roteiro do filme A Incrível História de Adeline, em que a protagonista sofre a interrupção do envelhecimento, ficando presa a um determinado momento de sua vida, encontramos a motivação de alguns em buscar uma forma extraordinária de interromper o ciclo da vida, algo fora do padrão natural, para assim impedir a passagem do tempo e o consequente envelhecimento.

“A percepção de que mudanças milimétricas com foco na harmonia do todo é o princípio para atingir o belo (…)”

Em nossa realidade atual, a cirurgia plástica pode ser utilizada em sua plenitude e respeitando a naturalidade com o objetivo de manter traços ou até mesmo reverter a queda dos tecidos, removendo os excessos e atenuando as rugas e os ângulos faciais mais agudos, que dão o aspecto envelhecido. A retomada da volumização e do contorno suave da juventude pode ser atingida por meio da boa prática.

Entretanto, independentemente da técnica aplicada, precisamos ter o entendimento de que a medicina ou as tecnologias disponíveis estão longe da sonhada “máquina do tempo” que possibilitaria interromper todo esse processo. Essa restrição pode ser substituída pela intenção de valorizar os traços de beleza dentro do limite da sua natureza. A percepção de que mudanças milimétricas com foco na harmonia do todo é o princípio para atingir o belo e o rejuvenescimento naquilo que se constitui o chamado “Estado da Arte” na cirurgia plástica.

A integração da percepção pessoal de que estamos com uma aparência que reflete beleza, comparada ao que idealizamos como sendo um padrão estético a ser alcançado, constitui-se na busca da imensa maioria dos candidatos a cirurgias plásticas. O papel do especialista reside, entre outras atribuições, em realizar essa leitura com a sabedoria de quem, de maneira equilibrada, utiliza os meios necessários para atingir os objetivos, de maneira personalizada e natural, sem exageros e evitando prender-se a padrões predeterminados pela sociedade de consumo. Envelhecer faz parte do amadurecimento que acontece em cada fase de nossas vidas. Vivenciá-las com uma aparência bela e saudável traduz o ideal a ser buscado com equilíbrio na “arte de viver”. 

Na última coluna de Sandro Beira:

Fonte da juventude?

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