FASHION

O que a Semana de Moda de Milão nos mostrou de tendência 2021?

Reunimos apostas de uma das mais tradicionais Semanas de Moda do mundo

Uma das mais tradicionais e aguardadas Semanas de Moda do mundo teve sua terceira edição desde o início da pandemia e em versão quase totalmente digital. Reafirmando tendências como o moletom, mas com firmes esperanças de um futuro glamuroso pós-pandemia, a Semana de Moda de Milão deixou sua marca.

Apesar da ausência muito sentida de grandes marcas como Versace, Bottega Veneta e Gucci, que decidiram não participar do circuito virtual, o DNA italiano que preza pelo alto grau de detalhes artesanais esteve presente. “Conforto sim, básico não” é a regra de ouro italiana que tentamos resumir abaixo. 

1. Peças pesadas

Casacos pesados, botas de couro e com plataforma, maxi tricôs e golas. A tendência over italiana nem sempre vem nos detalhes. Peças de roupa mais pesadas, com bolsos e referências militares marcaram presença em vários desfiles. 

A sombra da pandemia ainda reflete na moda e, tal qual nos períodos de guerras, conforto e utilitarismo são apostas para roupas femininas. A diferença é que no período de guerras as mulheres saíam para trabalhar fora de casa e agora temos de trabalhar no home office.

Com isso, para o outono/inverno, casacos pesados, com muitos bolsos e cores com um aceno ao militarismo, como bege e verde oliva, ganharam destaque e foram vistos na Semana de Moda de Milão.

2. Moletom

Apesar de algumas editoras de moda estarem reclamando, o moletom não mostra sinais de enfraquecimento no mercado da moda e continua presente em blusas e calças. 

O tecido e modelagem fazem jus aos tempos de trabalho remoto e à continuidade do loungewear como estilo cotidiano. Alguns fashionistas já estão cunhando o termo workleisure (work + leisure, ou trabalho e lazer) para definir a moda de quem trabalha dentro de casa.

Seja como blusa, seja como calça, o moletom deve prezar pelo conforto sem transparecer desleixo com o visual, com um bom corte e detalhes que fazem a diferença. Como estamos falando de moda italiana, listras nas calças, apliques e pedrarias tiram as peças do look básico.

3. Tricô

Muito tricô e lã com maxi cardigans e maxi golas. Mais uma evidência de que os estilistas entenderam a realidade atual e deixaram temporariamente de lado peças luxuosas dignas de tapete vermelho: as peças clássicas do loungewear marcaram presença mais uma vez.

O tricô não ficou restrito a maxipulls clássicos, mas também foi frequentemente usado em saias midi e como detalhes em vestidos. O principal é reunir a ideia de conforto com alguns detalhes extravagantes – com enfoque especial nas golas. 

4. Brilho

Apesar do momento difícil que ainda estamos vivendo, não seria uma Semana de Moda italiana se não houvesse muita atenção aos detalhes. Donatella Versace e Valentino são exemplos de como os estilistas italianos são avessos à tendência minimalista.

O brilho esteve presente principalmente em macacões, blazers e vestidos, com especial atenção ao lurex, que é uma malha famosa pelo conforto apesar de seu brilho inconfundível. A proposta é de introduzir brilho e pedrarias em detalhes para manter a chama do glamour acesa mesmo em períodos difíceis. 

5. Saias

As saias merecem um destaque especial. Apesar de muitas saias midis, plissadas e pregueadas terem cruzado as passarelas virtuais (inclusive em materiais não tão comuns, como o tricô), a Semana de Moda de Milão propõe o retorno do comprimento mini. 

Ainda é um movimento tímido, tal qual o retorno das calças de cintura baixa, mas é algo a ficar de olho, especialmente em tempos de retorno à moda dos anos 90. E neste aspecto, saias plissadas já marcaram seu lugar na volta.

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