Coluna Moda, julho de 2018 - TOPVIEW
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Por aqui, fala-se que os homens estão fora de moda. É claro que é para dizer que o tradicional macho-alfa, o galã sedutor apenas na imagem e no papo mole, não funciona (tanto) mais. O homem de sucesso, agora, é bem mais sofisticado que isso. Ele tem talento. É uma aritmética interessante. Quanto mais ele é capaz de criar, cantar, desenhar, jogar, anyway, mais ele fica atrativo, sedutor e interessante. O Don Juan de hoje é um intelectual. Ele seduz pelo que faz e é, não pelo que aparenta ser. No destaque, coloco a ascensão de Virgil Abloh, estilista de uma das marcas mais bacanas do momento, a Off-White, e novo diretor artístico da Louis Vuitton masculina. É a primeira vez que um designer negro assume o comando de uma maison francesa. Depois, vejo Jacquemus. Jovem, francês, solar (ele vem da região de Marselha) e completamente autodidata em moda. Ele lança sua coleção masculina depois de ter conquistado o mundo com suas criações em homenagem à mãe, morta em um acidente de carro quando ele tinha 18 anos. São os dois hotspots complementares da nossa moda de 2018 que fazem todos os gêneros sonharem.

Jay-Z veste Givenchy na turnê On The Run II. Um terno branco desenhado por Clare Waight Keller. A grife francesa vive um dos seus melhores momentos ao ser escolhida para criar o vestido do casamento real de Meghan Markle e do príncipe Harry.
A coleção da Saint Laurent apresentada em NY para o verão 2019 tem um homem sexy, liberado. Ele veste calças justas, camisas animal print e não dispensa um chapéu. Anthony Vaccarello homenageia uma YSL de 40 anos atrás, quando Yves lançou em NY o perfume Opium.
O noivo de Chiara Ferragni é rapper, tem 28 anos, tatuagens até o pescoço e um gosto bling-bling. Comprador alucinado da Supreme, Gucci e Louis Vuitton, debate assuntos como cigarro eletrônico e combate ao uso de analgésicos à base de codeína no Instagram: @fedez.

*Colunapublicada originalmente na edição 213 da revista TOPVIEW.

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