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Telômeros: a fonte da juventude

Entenda como a renovação celular influencia no processo de envelhecimento

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Pedro e João são irmãos gêmeos que acabaram de completar 50 anos. Pedro percebeu o resultado do uso regular de fitltro solar após a descoberta de um câncer de pele aos 30 anos. O seu condicionamento físico iniciou aos 40 anos quando abriu mão de uma carreira de sucesso no mundo corporativo. Atualmente está aprendendo com os desafios do empreendedorismo, em conjunto com sua fi lha Maria recém-formada na área de Business.

Uma startup familiar causa stress, porém nada se compara ao seu passado profissional. João está com sobrepeso, seus cabelos brancos e as lesões de pele na face acentuam a sua aparência envelhecida, o diabetes está sendo monitorada por seu médico, afinal ele se encontra no período de recuperação de mais uma cirurgia por motivo de saúde. João na faixa dos 20 anos era um super-atleta, participava de provas de ultramaratona e exibia excelente forma física, enquanto fazia palestras para inspirar mudanças de estilo de vida.

Por que algumas pessoas, independente da sua idade estão mais saudáveis e com uma aparência física mais jovem?

Parece que o tempo passa deixando marcas mais sutis mesmo quando comparamos pessoas da mesma família. Estudos nesta área procuram explicar os mecanismos do envelhecimento e o que podemos fazer para atingir a longevidade. Inicialmente podemos relacionar tudo ao fato de nascermos com um código genético determinante de como será o nosso futuro em termos de saúde e tempo de vida.

A “teoria da criação” coloca a importância dos hábitos presentes no estilo de vida que cada um escolhe adotar para si ou para a sua família. Um grupo de cientistas liderados pela Dra. Elizabeth Blackburn, Prêmio Nobel de fisiologia e medicina em 2009, trouxe luz para a questão da renovação celular, demonstrando a sua influência no processo de envelhecimento. De maneira simplista, estes estudiosos identificaram segmentos de Dna presentes na extremidade dos cromossomos de todas as células, os telômeros, os quais vão diminuindo de tamanho à medida que as células se dividem ao longo da vida.

Descobriram ainda, uma enzima chamada “telomerase” que participa do processo dinâmico de restauração e, até mesmo de reversão do encurtamento do telômero e consequentemente do envelhecimento das células. Esta descoberta vem corroborar com todas as práticas conhecidas relacionadas a hábitos de vida saudável que traduzem escolhas conscientes incluindo a nutrição balanceada, atividades físicas moderadas, controle do stress, meditação e qualidade do sono que evitam as doenças degenerativas.

Acredito que este fatores aliados a escolha de nossos relacionamentos, do lugar que vivemos e também da nossa capacidade de adaptação com o que nos acontece e como reagimos a tudo, definem o caminho para uma descoberta personalizada de como nossos genes irão se manifestar e influenciar a forma como envelhecemos.

*Matéria originalmente publicada na edição #232 da revista TOPVIEW.

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