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Os paranaenses que venciam concursos

Os arquitetos curitibanos ficaram conhecidos como papa-concursos, consagrando-se vencedores de uma série de prêmios nacionais e internacionais

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Quando da criação do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR, em 1962, jovens profissionais de outras cidades foram convidados para completar o quadro de professores. Entre eles, um conjunto de arquitetos paulistas formados na Universidade Mackenzie teve bastante influência na disciplina de Projeto de Arquitetura. Nos anos 1960, surgia uma nova escola modernista em São Paulo, sob a liderança de Vilanova Artigas, curitibano de nascimento e paulista por adoção.

Uma das características dessa nova concepção é o uso expressivo de estruturas em concreto armado aparente.

Os professores e arquitetos recém-formados na UFPR, que se revezavam em múltiplas equipes na participação de concursos de arquitetura, desenvolveram um “Brutalismo” à sua maneira, mais tarde conhecido como “Grupo do Paraná”.

Em 1965, uma equipe paranaense obteve o segundo lugar no concurso para o Euro Kursaal, em San Sebastián. Como o primeiro colocado era inexequível, os jovens arquitetos foram convidados a desenvolver uma nova proposta na Espanha, onde permaneceram durante um mês.

Uma das realizações mais expressivas desenvolvidas por equipes paranaenses é o conjunto formado no Rio de Janeiro pelo contraste entre a torre minimalista do BNDES e a expressiva volumetria da sede da PETROBRAS, transformada em ícone da empresa por meio de sua divulgação pela mídia.

Em Curitiba, observamos exemplares dessa arquitetura “brutalista” em residências, bem como nas sedes do Paraná Previdência e da Emater (antiga Acarpa), além de diversos edifícios de apartamentos, como o Springfield, localizado no Batel.

Essa segunda etapa da arquitetura modernista, que influenciou diversas gerações de arquitetos e os demais cursos do Paraná, precisa ser mais estudada e valorizada.

Edifício de apartamentos Springfield (Luiz Forte Netto e Orlando e Dilva Busarello, 1975.

*Matéria originalmente publicada na edição #232 da revista TOPVIEW.

 

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