ESTILO

Minimalismo e espaços multifuncionais são as apostas para 2021

Outra tendência marcante para o próximo ano é o uso de peças e objetos de família, que tragam aconchego e conforto para a casa

O ano de 2020 trouxe uma transformação na relação das pessoas com seus lares. Com o isolamento, a casa passou a ser o centro de nossas vidas, local de trabalho, de lazer, onde se realizam as refeições e se reúne a família. Assim, as casas passaram a ser revalorizadas e ganharam novos significados. Esta mudança trouxe transformações nos projetos de interiores e de arquitetura que se traduzem nas tendências para 2021.

Uma forte tendência é, naturalmente, os espaços multiuso. O arquiteto Beto Gallo da Gallo Decorações, parceiro da Damme Porcelanato, explica: “Com as novas circunstâncias pandêmicas, os projetos residenciais foram ressignificados com o propósito de incorporar ambientes “multiuso”, ou seja, o ambiente recebe novas funções, por exemplo: uma sala de estar, agora precisa ser uma sala de estar e escritório, para o trabalho home office”. Devido à necessidade de vários integrantes da família trabalharem e/ou estudarem ao mesmo tempo, foi necessário criar pequenos escritórios em diversos ambientes da casa, não apenas em um único espaço. As suítes e o quarto das crianças também receberam um cantinho para o homeschooling ou home office.

Projeto Beto Gallo (Foto: divulgação)

A pandemia trouxe um questionamento ao consumismo e ao supérfluo. Sendo assim, o minimalismo está voltando com força. Isso se traduz em uma decoração focada em peças úteis e práticas, que ajudam a compor espaços amplos e clean, muitas vezes trabalhados com uma paleta de cores neutras e monocromáticas. Uma possibilidade é a combinação clássica do preto e do branco nos objetos e revestimentos.

Para contrastar, a valorização de peças marcantes veio com tudo, incluindo artigos de valor afetivo, heranças de família. “O design afetivo vem muito forte, as pessoas viram a importância de ter uma casa bela, bonita e com itens que remetam ao carinho de avó, o aconchego do lar. Sendo assim, você vai encontrar bastante o cimento queimado, que era muito utilizado nas fazendas, até mesmo em tons como o vermelhão. Na decoração, vemos a palhinha, que encontramos muito em cadeiras e poltronas, além de almofadas de macramê, de lã e crochê”, explica o designer de interiores Flávio Pio, que também é parceiro da Damme Porcelanato.

Os revestimentos com estampas e efeitos, como relevo e 3D entram para a decoração. Estas peças lembram obras de arte e podem conter desenhos, estampas ou padronagens geométricas, sendo utilizadas para revestir um ambiente inteiro, apenas uma parede ou ainda formar um painel. Elas se tornam o foco do ambiente. O uso deste tipo de revestimento traz modernidade aos ambientes e ainda se for em tons suaves e neutros, proporciona paz e aconchego.

Ainda em se tratando dos revestimentos, os porcelanatos em grandes formatos vieram para ficar, como os da Damme Porcelanato, que possui diversos modelos no formato 120X120. A arquiteta Cintia Emerick, parceira da Damme Porcelanato, destaca que estes formatos colaboram para o desenho dos ambientes: “Os grandes formatos permitem uma forma mais homogênea, sem interrupções na linha do desenho arquitetônico, fazendo com que o ambiente seja ampliado, proporcionando uma harmonia visual mais contínua, tornando o espaço repleto de modernidade e leveza ao mesmo tempo”.

Estas mudanças se refletem não apenas nas salas e nos quartos, mas também nos banheiros e nas cozinhas. “Os banheiros passaram a ser considerados espaços de relaxamento, uma vez que a maioria das pessoas tem um dia a dia corrido e não consegue se desligar para ir a um espaço específico para isso, ou seja, os banheiros tem a pretensão de incorporar banheiras, poltronas e artigos que tragam algum tipo de relaxamento. Visando o minimalismo”, explica Beto Gallo. Para combinar com este estilo “spa”, o uso de revestimentos marmorizados marcantes, como preto e branco, totalmente pretos ou marrons são apostas certeiras.

Projeto Beto Gallo (Foto: divulgação)

Já as cozinhas, que eram subutilizadas por algumas pessoas, voltaram a ser o coração da casa, espaços de socialização, sobretudo se integradas à sala de jantar. Elas ganharam muitas cores vibrantes e decoração cuidadosa, além daqueles itens sentimentais de família, como louças e talheres.

Projeto Relieve de Cíntia Emerick (Foto: divulgação)

Outra transformação que cresceu com o isolamento foi a valorização dos ambientes externos, do contato com a natureza. Sendo assim, a inclusão do verde no design de interiores, que já vinha crescendo, se fortaleceu ainda mais. Esta presença do natural se traduz de várias formas, com a montagem de pequenas hortas nas cozinhas, integração com os espaços externos, uso de estampas de folhas e flores, entre muitas outras. A presença de plantas em banheiros; o uso de uma nova paleta de cores, com verde, cinza, tons terrosos e cores metalizadas; além dos jardins verticais são boas opções para quem deseja aderir ao estilo chamado urban jungle. Nos revestimentos, a tendência aparece em peças com desenhos e relevos de folhas ou que remetam aos quatro elementos, em tons fortes, combinados com cores suaves como o verde e o branco.

Projeto Relieve de Cíntia Emerick (Foto: divulgação)

Projetos corporativos

Com o home office, os escritórios e espaços das empresas também foram ressignificados. “As empresas sentiram essa necessidade de trazer um pouco mais de aconchego para o ambiente”, resume Flávio Pio.

A distância entre as estações de trabalho teve quer ser ampliada e as áreas destinadas à interação e descontração se fortaleceram. “Devido à ausência de funcionários e o distanciamento, passaram a existir elementos como divisórias de vidro/acrílico, maior espaçamento entre as estações de trabalho e necessidade de circulação de ar”, explica Beto Gallo. Estas mudanças proporcionaram ao ambiente corporativo a possibilidade de aproveitar os espaços de forma diferente, com jardins, maiores espaços para cafés e salas de descanso.

“Uma empresa entrou em contato comigo pedindo uma área de descontração no ambiente, para assim também aumentar o desempenho dos colaboradores. O escritório fica em um prédio comercial em frente a um parque e nós fizemos um projeto trazendo o parque para dentro dessa sala. Nós criamos um espaço para refeição, um redário vertical, trouxemos um platô cheio de grama sintética, onde os colaboradores poderão ficar deitados apreciando a vista do parque. Todos os ambientes foram divididos com o desenho de uma ciclovia no piso, trazendo um elemento arquitetônico bem forte do parque”, conta Flávio Pio.

Para 2021, os ambientes devem ser práticos, com diversas funções e muita atenção aos detalhes. As casas voltaram a ter todo o significado do lar e os escritórios estão cada vez mais se tornando espaços para reunião e integração. O minimalismo, a valorização dos ambientes externos e da natureza, além dos revestimentos em grandes formatos e em modelos cheios de personalidade e estilo traduzem os novos valores dos espaços que habitamos.

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