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Mercado imobiliário de alto padrão vive o melhor momento da história no Brasil

Conexão Daxo em Curitiba promoveu imersão 360º sobre a interpretação dos códigos que influenciam o mercado de luxo com o renomado Carlos Ferreirinha, presidente da MCF Consultoria, que visualiza na ressignificação das funções da casa uma oportunidade sem precedentes

O que as artistas Beyoncé e Rihanna, as Olimpíadas de Tokyo, Geração Z e longevidade com jovialidade têm a ver com imóveis de alto padrão e demais segmentos voltados ao mercado do luxo? Tudo. E foi o que a primeira edição do evento Conexão Daxo em Curitiba abordou com Carlos Ferreirinha, presidente da MCF Consultoria, que proporcionou uma imersão 360º sobre os códigos que tornam “o ordinário em extraordinário”, durante o encontro proporcionado pela incorporadora Daxo, no hotel Nomaa, em Curitiba, sob o tema “A Nova Era do Mercado de Luxo e o Impacto desse posicionamento para o mercado imobiliário”.

A incorporadora lidera o maior movimento de valorização do Balneário Piçarras, fruto dessa antecipação de tendências sobre o perfil de balneário boutique do local.  “Balneário Piçarras deve crescer significativamente nos próximos anos. A localização antecede um engarrafamento monstruoso e é sinônimo de rota de fuga para as demais praias do litoral catarinense”, explicou.

Na visão de Ferreirinha, Balneário Piçarras sempre teve tudo para elevar o nível da régua e a Daxo fez a tradução simultânea desse contexto que colocou a casa no centro de tudo. “A maior parte das pessoas lidava com uma situação de não ter tempo de ficar em casa. Nos últimos anos, o tempo que havia para casa estávamos compartilhando com o tempo do trânsito, hotel, viagem e clube. Com a pandemia, a casa ocupa o epicentro do protagonismo, que nunca tinha acontecido desde a Revolução Industrial”.

Carlos Ferreirinha contextualizou que a extrema concentração de riqueza desse período e a pressão inflacionária têm como um dos desdobramentos a necessidade de movimentar o dinheiro. “Com o dinheiro se movimentando, a primeira atividade a se beneficiar é a imobiliária”. Ele defendeu que esse é um momento muito oportuno para tudo aquilo que de alguma forma vai corroborar com a inteligência de movimentos de consumos aspiracionais. “Vivemos uma profunda janela de oportunidades para tudo que é relacionado com luxo, alto padrão e prestígio. Vivemos a melhor venda do metro quadrado imobiliário, de alto padrão imobiliário da história do Brasil. Não é o melhor momento dos últimos anos, mas da história no mundo e no Brasil”.

Nova era em curso

Oportunidades que exigem uma velocidade de tradução dos códigos muito rápida. “A vida não volta ao que era antes, não por um milagre do vírus, mas porque evoluímos e potencializamos uma série de mudanças”. Ele considera “ingenuidade projetar um reset do mundo com a pandemia”. “Diversidade e inclusão, transformação digital são conceitos não exatamente novos e que reverberaram com a pandemia”. Na relação de movimentos que sinalizam há anos essa nova era ele citou o Instagram, que já tem 11 anos, a cantora empresária Rihanna, principalmente pelo seu lado empreendedor, ter se tornado oficialmente bilionária, e a cantora Beyoncé ser a primeira mulher negra a usar o diamante da Tiffany & Co de 128,54 quilates, encontrado na África do Sul em 1877.

Ele chama atenção para outros dois recortes que serão os mais expressivos dos próximos anos. O primeiro, a jovialidade na longevidade. O envelhecimento ativo. “As pessoas vão viver mais, ter mais tempo de aproveitar suas casas e descobrir novos interesses”. O segundo recorte diz respeito a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010). “A geração nascida na Internet, que tem uma modelagem digital que se atualiza em segundos, vai mudar tudo o que temos de dinâmica de mercado. Duas gerações que serão transformadoras”.

Por conta de tudo isso, que se faz urgente a necessidade do atendimento e relacionamento estabeleceram um diálogo de experiências. “Olhando de forma transversal, precisamos gerar experiências. O maior desafio dos próximos anos é nos tornarmos marcas, profissionais, produtos e serviços que inspiram as pessoas”. Carlos Ferreirinha mencionou ainda que, a realização da Conexão Daxo demonstrou essa percepção do foco não estar no método construtivo ou em processos. “O código não é método construtivo, mas, sim, educar as pessoas sobre outra perspectiva. Levá-las a perceber outros tipos de relações com o espaço. Claro que o produto precisa ser no mínimo extraordinário”, complementa.

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