Festa junina em casa: é possível aproveitar sabores tradicionais mesmo com o isolamento social - TOPVIEW

Festa junina em casa: é possível aproveitar sabores tradicionais mesmo com o isolamento social

Consultora Nutricional da Cuida Bem dá dicas para fazer de casa o cenário perfeito para um arraiá saudável

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Pamonha e paçoca, chocolate quente e quentão; em comum, esses alimentos e bebidas caracterizam os tradicionais sabores das festas juninas, que em tempos de pandemia não acontecerão como de costume. No entanto, quem está em casa pode matar a saudade dos festejos tradicionais levando para a mesa pratos típicos e, de preferência, consumindo sem excessos para não descuidar da alimentação e saúde, agora que boa parte da população não consegue praticar exercícios físicos com a frequência e intensidade habituais.

A vantagem de preparar em casa alguns dos quitutes mais tradicionais é a possibilidade de adaptar a receita para versões mais lights, que levem menos sal e açúcar na composição. Essa é a visão da consultora nutricional da marca Cuida Bem, Bruna Pavão. A especialista diz que “não é preciso deixar de comer nada, somente trocar os ingredientes prejudiciais à saúde por opções mais saudáveis e comer com moderação”. 

Bruna aproveita para reforçar a qualidade nutricional dos alimentos mais tradicionais das festas juninas. Citando o milho, o pinhão, a mandioca e o amendoim, reforça que são, respectivamente, ricos em carboidratos, minerais, fibras solúveis e fonte de gorduras boas como ômegas 3 e 6.

Todos esses produtos compõem os festejos não por acaso.

“O que poucos sabem é que, no período do ano em que ocorrem essas celebrações, é feita a colheita desses itens e por isso são mais utilizados. Já no Sul do Brasil, os itens mais comuns são o quentão e o pinhão, pois são comidas típicas do inverno, alimentos que ajudam as pessoas a se aquecerem e a ficarem saciadas por um período maior, com mais energia para manter suas necessidades fisiológicas e festejar durante à noite”, comenta.

Dentre as opções mais frequentes, Bruna ressalta a qualidade nutricional do amendoim, leguminosa que quando ingerida com a frequência e a quantidade ideais ajuda a evitar o aparecimento de doenças cardiovasculares, como a aterosclerose. “O grão está presente no mercado em preparações variadas e até sem adição de açúcar, caso da paçoca com sementes da Cuida Bem; por isso é um ótimo aliado da saúde, rico em ácidos graxos monoinsaturados, também conhecidos como gorduras do bem.”

Para festejar em casa

Um dos tradicionais sabores das festas é justamente o mais fácil de preparar. As pipocas, que injustamente carregam a fama de más, aponta Bruna, contém polifenóis, antioxidantes responsáveis por proteger as células do corpo contra os danos causados pelos radicais livres, desacelerando o envelhecimento, além de prevenir doenças degenerativas, como o câncer. Porém, cuidado: “consumida com grandes quantidades de sal, manteiga ou óleo e nas versões de micro-ondas, podem ser, sim, maléficas”, diz Bruna.

Na categoria doce, são sucessos consagrados das festas juninas a canjica e o arroz doce. A dica da nutricionista para prepará-los em casa, sem descuidar da saúde, é abolir da receita o leite condensado e substituir o açúcar refinado pelo mascavo ou demerara. “Quem gosta de arroz doce, pode adotar uma versão mais leve, com o grão integral e leite desnatado (consulte a receita no final do texto). Fica muito saboroso e contém canela, um condimento que acelera o metabolismo e diminui o índice glicêmico. Para o grupo de pessoas com diabetes, é possível aproveitar preparações como pé de moleque, batata doce, canjica e cocada com zero açúcar para manter a glicemia controlada”, afirma Bruna.

A boa convivência entre a dieta e as festas juninas

De acordo com a consultora nutricional, é possível, sim, quem está de dieta aproveitar os pratos típicos, sem cultivar os sentimentos de culpa que podem perturbar esse público. Para tanto, algumas dicas:

  •  Não se restrinja! Quanto mais você se proíbe de comer alguma coisa, mais vai sentir desejo pelo alimento proibido e, em consequência, maior será o sentimento de culpa. A restrição é amiga da compulsão alimentar;

  •  As reações físicas e emocionais caminham lado a lado, portanto, ao escolher ingerir um alimento que não faz parte do cardápio, coma com vontade. Não se prive ou sinta culpa caso esteja furando a dieta;

  • Saborear os alimentos devagar é a chave do equilíbrio. Quando comemos de forma mais tranquila, sem pressa, diminuímos a quantidade consumida e evitamos o exagero;

  • Nenhum alimento é capaz de, por si só, engordar ou emagrecer – a rotina alimentar como um todo é responsável por isso –, portanto não faz mal se dar o privilégio de furar a dieta de vez em quando.

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