ESTILO

ENTREVISTA: Diretor da Cinemateca de Curitiba participa da 16ª Mostra de Cinema de Ouro Preto

Serão exibidos 118 filmes vindos de 4 países e 14 estados brasileiros

Qual seria então a importância do patrimônio audiovisual no atual contexto do cinema brasileiro? Poderia a auxiliar a enfrentar tamanhas intempéries cujo setor
está enfrentando? Como evidenciar e debater sua importância nas condições atuais? Documentos audiovisuais possibilitam a utilização do passado para além do saudosismo, refúgio e nostalgia. A crise pode ser ensejo para a mudança – e qual pode ser o papel do campo da preservação audiovisual? A crise pode ser ensejo para a mudança – e qual pode ser o papel do campo da preservação audiovisual? Que caminhos trilhar?

Estes questionamentos serão abordados neste domingo (27), no debate “Patrimônio audiovisual: que caminhos trilhar?”, com participação de Marcos Saboia, diretor da Cinemateca de Curitiba, na 16ª Cineop – Mostra de Cinema de Ouro Preto, que será totalmente on-line. O evento contará também com a presença de Aluf Alba Elias, assessora técnica da direção-geral do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, Fernanda Coelho, conservadora audiovisual e museóloga e Hernani Heffner, gerente da Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM/RJ).

As instituições de patrimônio audiovisual passam por um processo de transformação e crescimento. Nos últimos anos, o campo da preservação audiovisual ganhou uma maior atenção do público. Hoje, apesar dos avanços, o campo da preservação vive uma profunda crise, em especial, considerando a situação grave da Cinemateca Brasileira e o cenário da pandemia Covid-19.

A CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 16a edição, de 23 a 28 de junho, em formato online com programação gratuita que será transmitida pelo site e pode ser acompanhada pelas redes sociais do evento e da Universo Produção. O único festival de cinema brasileiro dedicado a tratar cinema como patrimônio e a oferecer uma estrutura de programação focada em três eixos temáticos – preservação, história e educação – se solidifica na própria reinvenção e terá o acesso liberado para o mundo apresentando filmes, debates, masterclasses, palestras, shows e várias outras atividades.

Para 2021, as equipes de curadoria das temáticas Preservação, História e Educação que formam o eixo da CineOP, conjugaram propostas a partir dos impasses dos últimos anos no cenário audiovisual brasileiro, agravados pela pandemia e pelas dificuldades de um governo que não trata a cultura como um setor de relevância. São, portanto, anos de crise, sobre os quais a Mostra se debruça em conjunto para compreender e ponderar formas de resistência a partir do tema central “Memórias entre diferentes tempos”.

“A CineOP, cumpre mais uma vez, seu papel de atuar pela salvaguarda do imenso patrimônio audiovisual brasileiro e reafirma a importância de dar continuidade aos encontros anuais para fortalecer o setor audiovisual em diálogo com a educação e continuar florescendo para preservar nossa história, criar pontes e conexões, desvendar obras e talentos, olhares e diversidade em meio a multiplicação de telas e inovações interativas”, destaca a diretora da Universo Produção e coordenadora geral da CineOP, Raquel Hallak.

Serão exibidos 118 filmes em pré-estreias e mostras temáticas (32 longas, 6 médias e 80 curtas-metragens), vindos de 4 países – Brasil, Chile, Colômbia, Portugal e de 14 estados brasileiros, distribuídos em oito mostras: Contemporânea, Homenagem, Preservação, Histórica, Educação, Mostrinha, Valores e Cine-Escola.

Na programação de debates, destacamos duas importantes realizações que acontecem nas edições anuais da CineOP – o 16o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e o Encontro da Educação: XIII Fórum da Rede Kino, que reúnem profissionais da preservação e da educação para discutirem questões urgentes e perspectivas dos respectivos setores. Ao todo, serão promovidos 32 debates e rodas de conversa, com a participação de 134 profissionais nacionais e internacionais. Todos serão realizados em plataformas digitais, com acesso gratuito.

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