ESTILO

DNA Italiano está presente em média em 17% da população do Sul e Sudeste

Levantamento da Genera aponta a influência do país na ancestralidade das capitais em duas regiões do país

Ontem, dia 21, foi comemorado o Dia do Imigrante Italiano, e para analisar a incidência dessa população no país a Genera, primeiro laboratório brasileiro especializado em genômica pessoal e que realiza testes de ancestralidade no país, fez um levantamento com os atuais habitantes das capitais das regiões Sul e Sudeste para entender a influência da Itália no DNA de parte dos brasileiros.

A pesquisa analisou 700 mil pontos do genoma de cada pessoa que fez o teste de ancestralidade e que reside nas capitais e descobriu que, até o momento, a média da porcentagem de influência do DNA italiano no do brasileiro é de 17% em cada uma das capitais. São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul têm 17,7% de ancestralidade italiana. Santa Catarina tem 17%. Já o Paraná fica com 16,6%, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro têm 15,7% e 15,6% cada um, respectivamente.

Itália e Brasil têm um longo histórico de ligação. No final do século 19 e início do século 20, o Brasil recebeu cerca de 1,4 milhão de imigrantes italianos no período conhecido como “grande imigração” que se tornou a maior população ítala fora da Itália. Esse marco tem sua data celebrada no próximo domingo. Os maiores polos de entrada foram os estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, mas ao longo do tempo eles foram se espalhando por todo país, principalmente para o Sul.

Para Ricardo di Lazzaro Filho, médico formado pela Faculdade de Medicina da USP e sócio fundador da Genera, a ancestralidade do italiano tem um reflexo no dia a dia do brasileiro que transborda além do DNA. “Podemos considerar a genética um fator chave, extremamente importante, mas que transcende em muitos outros aspectos como cultura, trejeitos, culinária, música e até na saúde mesmo. Essa é a importância de entender de onde viemos, elas refletem em muito mais setores da nossa vida do que imaginamos. Ainda mais porque a italiana não é a única, outras diversas influências que recebemos ao longo dos anos de colonização fazem do brasileiro ser o significado de pluralidade”.

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