CULTURA MúSICA

Após três anos, composição curitibana de Leandro Ferraz chegou

Leandro Ferraz lança pelo selo californiano Ingrooves Music Group a parceria musical de "Certeza do Amanhã" com Felipe Câmara e Alexandre Fontanetti

“Criar sinuosidades assim como eu sou”, provoca o cantor e compositor Leandro Ferraz sobre o lançamento de “Certeza do Amanhã”. Com referências da bossa-nova, lo-fi e nuances do rock psicodélico sessentista, a produção musical é assinada em parceria, com os premiados ao Grammy Latino: Felipe Câmara e Alexandre Fontanetti, ambos do icônico estúdio Space Blues. 

O novo single do multiartista chegou às plataformas no dia 27 de maio, com distribuição pelo selo californiano Ingrooves Music Group (Universal Music Group), licenciado pelo selo brasileiro Camarada.

(Capa do álbum: Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz)

“Quando pensamos no arranjo, a proposta, desde o início, era criar uma atmosfera para que as pessoas pudessem ressoar pela cadência e nuances psicodélicas. A música é intimista, tem essa cara de ócio, mas também de afeto para devanear sem pretensão”, promove o multi-instrumentista.  

Em “Certeza do Amanhã”, Leandro Ferraz potencializa a sua maturidade instrumental e constrói atmosferas sonoras onde evidencia o vigor poético da composição que anuncia seu primeiro álbum, com previsão de lançamento no segundo semestre deste ano.

Longe de criar pretensões para conceituar “Certeza do Amanhã”, ao longo dos três anos de produção, o single explicita a relação da composição, música e a sensatez poética de Leandro. “A letra começa a ganhar forma quando eu estava em um dos tantos momentos incertos da vida. Mas a letra se concretizou durante a pandemia. Quando nós compartilhamos diversas incertezas sobre o amanhã. E neste encontro mútuo, houve esta certeza musical”, associa. 

Após lançar o clipe e single “Tela Viva” (Selo Camarada/Leandro Ferraz/2022), onde as relações online são contrapostas em questionamentos do indivíduo e do convívio social, em “Certeza do Amanhã”, Leandro propõe o elo entre elementos naturais e sensações empíricas. 

“A chuva de verão que está presente na música, eu gravei em Curitiba, há três anos. Pra mim, é complementar a interferência, no âmbito artístico, os elementos das estações. As cores me arrebatam, me atravessam demais. É um reflexo primordial durante o processo das composições. Estas relações e sensações ecoam por inteiro nesta música”, evoca. 

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