ESTILO

Considerada a melhor de todos os tempos, safra de 2020 foi a que originou os vinhos em lata Mysterius

Terminada em março, a colheita da safra de 2021 não ficou atrás e já se assemelha a de sua antecessora

Com as estações do ano bem definidas, verões quentes com pouco volume de chuvas e invernos com frio constante, a Campanha Gaúcha, localizada no extremo sul do Rio Grande do Sul, a fazer fronteira com o Uruguai, na latitude 31, é uma região brasileira cujas características geológicas e climáticas se assemelham às das melhores vinícolas do mundo do hemisfério sul, e, não por acaso, abriga 18 das principais vinícolas do Brasil, inclusive a Guatambu, produtora dos vinhos em lata Mysterius.

Se o clima já é historicamente muito seco no verão, na safra 2020 esta característica acentuou-se, registrando chuvas abaixo de 50mm nos meses de fevereiro e março, permitindo a maturação plena das uvas, bagas muito concentradas, o que gerou vinhos com equilíbrio entre álcool, acidez e corpo, tintos com alta concentração de taninos maduros e álcool, além de brancos com aromas intensamente frutados. Foi justamente nesta safra histórica que nasceram as latas Mysterius. Por isso o vinho tinto Veraz, um corte de uvas Tannat, Cabernet Sauvignon e Tempranillo, por exemplo, contém 14% de álcool natural. “São vinhos premium, de bastante qualidade, que colocamos em lata, como forma de inovar a atender às novas demandas dos clientes jovens.” – comenta Gabriela Pötter, agrônoma e enóloga da Guatambu.

E embora a Campanha Gaúcha venha produzindo vinhos há pouco mais de 40 anos, já é responsável por 31% da produção de vinhos finos brasileiros e acaba de ganhar o selo IP (Indicação de Procedência), que atesta que o vinho expressa as características da região na qual foi produzido, ou, na linguagem dos especialistas: atesta o “terroir” do vinho. Uma espécie de selo de qualidade e originalidade, cujo processo levou cerca de cinco anos de pesquisas, estudos de um grupo interdisciplinar sobre a região, em um projeto liderado pela Embrapa Uva e Vinho (RS) e analisado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI.

Terminada em 24 de março, a colheita da safra de 2021 não foi diferente de sua antecessora: “O clima deste verão na região da Campanha, assim como da safra 2020, foi mais seco do que a média dos anos, que já é caracterizada por ter estiagem. Isto resultou em bagas pequenas e muito concentradas, gerando vinhos equilibrados (entre álcool, acidez, pH e polifenóis) e com grande intensidade de aromas e sabores. Será mais uma safra memorável”, comemora Gabriela Hermann Pötter, responsável pelo Controle de Qualidade dos vinhos.

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