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Vinho: uma ótima forma de conhecer o mundo

Características particulares e lista dos melhores vinhos de nove regiões diferentes do globo.

Viajar é uma das melhores formas de aprender sobre história, cultura e experimentar novos sabores por meio da gastronomia e costumes locais. Os vinhos, também podem ser uma fonte de conhecimento: explorar as viniculturas traz acesso às questões como qualidade do solo, tipo de clima, detalhes sobre o cultivo das uvas, tempo de maturação, colheita, cuidado do trabalho artesanal. 

(Foto: Divulgação/Grand Cru)

É o conjunto de todos esses fatores que transformam cada garrafa de vinho em algo tão particular e especial de cada determinada localidade. A sommelier da Grand Cru, Rafaela Reis, apontou algumas das mais ricas características de alguns países, grandes produtores de vinhos, e trouxe algumas dicas de como aproveitar melhor cada região. 

Na Argentina, por exemplo, prevalecem os vinhos de Malbec, que dentro das suas características, hoje, encontramos variações de corpo, acidez e tanino. Segundo Rafaela Reis, destaca-se também as uvas Bonarda, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e a branca aromática, Torrontés. Já no Chile, apesar de a uva mais emblemática ser a Carmenere, a mais plantada e talvez mais bem sucedida do país seja a Cabernet Sauvignon, responsável por produzir grandes vinhos no Chile, destacando-se, igualmente, os cortes bordaleses que o Chile faz com grande qualidade.

Na Europa, há diversos países para explorar, como a Espanha, que é um país rico em uvas e estilos, mas o grande destaque fica com os vinhos feitos da uva de Tempranillo, e claro, os inconfundíveis vinhos de Jerez. Portugal, segundo a sommelier é uma bela surpresa: “É incrível como um país pequeno tenha tantas variedades de uvas, não é a toa que existem os “Field Blends” e “Vinhas Velhas” que são vinhos onde o blend já acontece no vinhedo, um único vinhedo possui diversas variedades de uvas, algo que é incomum no resto do mundo. Com tanta variedade temos diversas regiões e estilos, como os leves Vinhos Verdes, os elegantes vinhos do Dão e os potentes vinhos do Alentejo e Douro, os inconfundíveis vinhos do Porto”

A França, claro, é um mundo à parte, com terroirs infinitos e diversificados.  Resumidamente, Rafaela cita os vinhos tintos com corpo e estrutura de Bordeaux e Cotes do Rhône, e os elegantes vinhos da Borgonha, Pinot Noir e Chardonnay principalmente. Os rosés delicados de Provence, e não pode faltar,  o Champagne que é uma bebida reconhecida em qualquer lugar do mundo. Outro local que desperta curiosidade é a Nova Zelândia, que tem grande produção de uvas-brancas e uma qualidade indiscutível do Sauvignon Blanc e tinta Pinot Noir, fazendo com que este país tenha um lugar guardado no coração dos amantes de vinhos.

Dos dias 13 de junho a 20 de julho, a Grand Cru vai propor uma volta ao mundo através dos vinhos, com uma seleção que explora nove países e seus rótulos característicos, são eles: Argentina, Brasil, Chile, Espanha, França, Itália, Nova Zelândia, Portugal e Uruguai; além de oferecer 15% de desconto na compra de uma unidade dessa lista, 20% na compra a partir de três e 25% na compra a partir de seis garrafas. Confira abaixo uma seleção de vinhos para cada país.

Argentina: Cobos Cocodrilo – Este Malbec é um blend de uvas de duas sub-regiões importantes de Mendoza: Lujan de Cuyo e Vale do Uco.

Brasil: Espumante Victoria Geisse – Um dos mais reconhecidos produtores de espumantes do país, a Família Geisse. Espumante pelo método tradicional.

Chile: Altair Sideral – Este é um corte bordalês chileno do Vale Cachapoal, vinho intenso e complexo.

Espanha: Espumante Gramona Imperial – Um dos maiores produtores de espumante do mundo, Gramona, antes produtor de Cava e hoje produtor de Corpinnat, uma nova nomenclatura para os grandes espumantes espanhóis.

França: Berne AOP Inspiration – Do sul da França, temos os rosés de maior elegância e delicadeza do mundo, os vinhos de Provence são referência absoluta quando se fala de vinho rosé.

Itália: Mazzei Fonterutoli Chianti – Um dos maiores clássicos da Toscana, o vinho Chianti que é uma das principais denominações à base de Sangiovese.

Nova Zelândia: Saint Clairs Sun Pinot Noir – Os Pinot Noir leves e aromáticos da Nova Zelândia são excelentes para conhecer este país através de seus vinhos.

Portugal: Vallado, Reserva Field Blend Douro Tinto – Como citado anteriormente Field Blend, é uma mistura de variedades típicas da região, geralmente misturadas desde o plantio das videiras.

Uruguai: Pizzorno Don Prospero Tannat Malbec – Para fugir um pouco do clássico Tannat, temos aqui o Don Prospero, vinho que tem uma porcentagem de Malbec, que traz mais aromas frutados ao vinho.

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