Artigo: alimentação saudável diminui transtornos causados pela menopausa

A nutricionista Sabina Donadelli revela que é preciso comer menos e melhor para que o metabolismo funcione bem e diminua os impactos da menopausa

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A menopausa consiste em um estado hipoestrogênico, e que pode afetar adversamente o cérebro, o esqueleto, a pele e os sistemas cardiovasculares e genitourinários, resultando no aumento da severidade e da frequência dos sintomas climatéricos, impactando de forma negativa a produtividade e a qualidade de vida das mulheres.

Um dos sintomas mais conhecidos, como o fogacho, por exemplo, é uma sensação subjetiva de calor associada aos sinais de vasodilatação cutânea e queda subsequente da temperatura corporal. Sudoreses diurnas e noturnas, rubor, cansaço, palpitações, ansiedade, irritabilidade e, até mesmo, transtorno do pânico podem acompanhar esse transtorno.

Mas a nutricionista Sabina Donatelli traz uma boa notícia para o universo feminino. Segundo a especialista, os sintomas desagradáveis podem ser amenizados através de uma alimentação saudável. “Tudo que contém açúcar e farinha tem que ser evitado. A alimentação deve ter 65% verduras, legumes e frutas, ou seja, o que sai da terra e os outros 35% devem ser direcionados para carnes, proteínas, gorduras e o tal carboidrato, proveniente de mandioca, cará, inhame e batata-doce são muito mais indicados do que os oriundos dos grãos “. Seguindo essa conduta de consumo, é possível ter uma menopausa sem transtornos.

Sabina também afirma que álcool e todo tipo de xenobióticos como remédios, temperos artificiais, refrigerantes, alimentos industrializados de maneira geral e embutidos não são bem-vindos. ” Inclua nesta lista pizza, pão, bolachinhas, macarrão”, aconselha.

É comum neste período a obesidade se manifestar. Casso isso ocorra, recomenda-se promover uma mudança radical, consciente e aliada a uma dieta consistente.

Caso a mulher já possua hábitos saudáveis, mesmo não estando próxima a menopausa, vai passar pelo processo sem sofrimento. “Com um IMC dentro do padrão, praticantes regulares de atividade física e com baixa ingestão de açúcares e xenobióticos são candidatas naturais a não sofrerem tanto quando chegam a este período delicado. O recomendável é começar a se preocupar com este assunto a partir dos 35 anos, independente se é mãe ou não”, avalia a nutricionista.

Mesmo que alguns suplementos ou hormônios possam auxiliar nesta jornada, a resposta para o bem-estar ainda está na alimentação saudável. ” Os alimentos ajudam, quando não, resolvem. Conheço mulheres que simplesmente passaram pela menopausa sem ressecamento vaginal. Trata-se de um desafio e requer maturidade diante de si, da vida, do próprio corpo e das outras pessoas”, destaca Sabina

Mudar hábitos significa escolher o caminho mais difícil. Mas, em contrapartida, é através deste novo olhar que se chega a uma velhice muito mais saudável e com disposição sem precedentes.

A nutricionista separou cinco alimentos que devem ser consumidos e que conduzem para uma menopausa saudável. ” Aspargos, cogumelos, beterraba, abacate e derivados de soja são excelentes opções”, conclui.

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