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O que é felicidade? *

Uma série de reflexões de pensadores de outrora que o cultuado filósofo Domenico De Masi trouxe quando passou por Curitiba

Publicado em 28 de julho de 2017

Por TVBC

Quem desempenha um trabalho criativo, enquanto trabalha produzindo riqueza, aprende produzindo conhecimento e se diverte produzindo bem-estar. Em outras palavras, faz aquilo que chamamos “ócio criativo”. Que disse isso foi o educador e  sociólogo italiano Domenico De Masi. O termo cunhado por ele representa a  coexistência possível de trabalho, aprendizado e lazer.  Cultuado no mundo todo, Domenico De Masi, tem palestrado em diversos países abordando também a rápida transformação na tecnologia e como os gadgtes interagem com o  chamado ócio criativo. Para ele, os smartphones eliminam a dispersão de tempo, possibilitam o teletrabalho, nos dando mais tempo para o lazer. Mas a felicidade do ser humano, no entanto, dependeria também de sabermos gerir a tecnologia, e não ela nos gerir. Para ele, as pessoas precisam se libertar e encontrar o equilíbrio se quiserem trabalhar na academia, na praia, com a namorada. Isso é ócio criativo e, bem administrado, colabora com a felicidade. Domenico  investiga os segredos do conceito de felicidade em várias de suas pesquisas, livros e palestras. A seguir, uma série de reflexões de outros filósofos e pensadores de outrora que ele trouxe para Curitiba ano passado, quando esteve no Congresso Internacional da Felicidade.  

KARL MARX “A experiência aclama como o mais feliz aquele faz o meio número de pessoas felizes. Se tivéssemos escolhido uma posição na vida na qual pudéssemos trabalhar melhor para a humanidade nenhum fardo nos derrubaria porque são sacrifícios para o benefício de todos. Então nós poderíamos experimentar não uma alegria mesquinha, limitada, egoísta, mas nossa felicidade pertenceria a milhões, nossas ações viveriam em silêncio, mas para sempre.”

JOHN STUART MILL “São felizes apenas aqueles cuja mente está fixada em qualquer objeto que não a própria felicidade. Na felicidade dos outros, no aperfeiçoamento  da humanidade, até mesmo em alguma arte; numa busca empreendida não como meio, mas como fim ideal. Ao visar assim o outro, elas encontram a felicidade no caminho. A única possibilidade consiste em tratar como escopo da vida não a felicidade, mas algum fim que lhe é estranho.”

THOMAS JEFFERSON (na Declaração de Independência dos Estados Unidos em 1776) “Tenhamos por verdades notórias que todos os homens  são criados iguais, que são dotados pelo seu criador de direitos inalienáveis; que entre eles estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.”

PICO DELLA MIRÂNDOLLA “Tu como juiz nomeado graças a tua honra, és o criador e artífice de ti mesmo. Tu podes esculpir-te em qualquer forma que preferires.”

HORÁCIO “Meu caro, enquanto houver tempo, aprecie as coisas boas da vida e jamais se esqueça de que seus dias estão contados.”

ARISTÓTELES “Podemos definir felicidade como prosperidade aliada à virtude ou como uma vida independente; ou como a certeza de gozar do máximo do prazer; ou como uma boa condição de bens e de corpo, unida ao poder de defender os próprios bens e o próprio corpo e fazer uso deles. Que a felicidade seja uma ou mais de uma dessas coisas é ponto pacífico para quase todos. Dessa definição de felicidade, deriva o fato que seja constituída pelas partes a seguir: nascer bem, abundância de filhos, uma boa velhice e uma boa condição física, ou seja, saúde, beleza, força, altura boa, corpo em forma, além de fama, honra, sorte e virtude.”

BERTRAND RUSSEL “Eu passei a gostar mais de pêssegos e damascos desde que soube que seu cultivo provém da China dos primórdios da dinastia Han, que foram introduzidos na Índia pelos chineses do grande rei Kaniska, de onde se espalharam para a Pérsia, alcançando o Império Romano no primeiro século de nossa era. Tudo isso torna mais doce essas frutas.”

*Esse conteúdo é oferecido pelo Colégio Nova Geração

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